- Petrobras pode ter cerca de US$ 2,5 bilhões a receber do governo até o fim de junho por causa das compensações para segurar os preços dos combustíveis (subvenção).
- Do total, aproximadamente US$ 2,2 bilhões são relacionados ao diesel e US$ 0,3 bilhão à gasolina, conforme estimativa do BTG Pactual.
- O principal risco é o prazo de pagamento: o recebimento pode atrasar e impactar o capital de giro e, potencialmente, os dividendos trimestrais.
- O BTG afirma que, com a MP 1.363, o valor recebido pode passar a ser o cheio de R$ 1,12 por litro no diesel a partir de junho, além de R$ 0,35 por litro de compensação para neutralizar PIS/Cofins; para a gasolina, há compensação de R$ 0,44 por litro desde o fim de maio.
- Mesmo com a preocupação com o prazo de pagamento, o BTG mantém recomendação de compra para a Petrobras, com preço-alvo de US$ 25, destacando potencial de valorização e retorno total com dividend yield.
A Petrobras pode ter cerca de US$ 2,5 bilhões a receber do governo até o fim de junho, devido aos programas de compensação para manter os preços dos combustíveis. A leitura é feita por analistas do BTG Pactual.
Segundo o relatório, a estrutura ajuda a manter os preços realizados pela empresa, mas levanta dúvidas sobre quando o dinheiro entrará no caixa. O tema tem impacto direto no capital de giro da estatal.
A estimativa aponta recebíveis relacionados às compensações desde o início do conflito no Oriente Médio, com cerca de US$ 2,5 bilhões até junho, sendo US$ 2,2 bilhões ligados ao diesel e US$ 0,3 bilhão à gasolina.
Subvenção e impactos no caixa
O BTG explica que o pagamento atrasado pode manter o valor a receber registrado, mas sem efeito imediato no caixa, pressionando o trimestre e, potencialmente, os dividendos. A leitura aponta riscos de liquidez caso o repasse demore.
No diesel, a compensação média prevista para o segundo trimestre seria de cerca de R$ 1,04 por litro; maio ficou em torno de R$ 0,89, por conta da diferença entre preço de referência e de comercialização. A MP 1.363 altera esse desenho, elevando o recebimento a R$ 1,12 por litro a partir de junho, somado a uma coberta de R$ 0,35 por litro para neutralizar PIS/Cofins.
Para a gasolina, a compensação de R$ 0,44 por litro passou a valer desde o fim de maio, segundo os analistas. Esses valores sustentam preços realizados mais altos, com spreads positivos que ajudam nos resultados da empresa.
O BTG mantém recomendação de compra para o ADR da Petrobras, com preço-alvo de US$ 25. Mesmo com a preocupação sobre o prazo de pagamento, o banco acredita que a combinação de petróleo favorável, produção estável e compensações favorece a visão de investimento.
A leitura aponta ainda que o caminho de adesão de importadores e distribuidores ao programa segue com dúvidas regulatórias. Aspectos como o que será considerado preço abusivo e o cronograma de reembolso aguardam esclarecimentos.
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