- SpaceX vai emitir 555,6 milhões de ações primárias, com preço de US$ 135 por ação, estimando a oferta em US$ 75 bilhões.
- Precificação prevista para 11 de junho; ações começam a negociar na Nasdaq no dia seguinte com o ticker SPCX; coordenadores incluem Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup, JP Morgan e outros; over-allotment de até 15%.
- Musk terá lockup de 366 dias; demais investidores e diretores terão venda faseada entre o fim de 2026 e meados de 2027.
- JP Morgan organizou evento para 350 investidores em Nova York; Musk participou por videochamada, com Maye Musk presentes para elogiar o filho.
- Empresa apresenta três unidades de negócio — Space, Connectivity e AI — com projeções de crescimento e receitas; registrou prejuízo de US$ 4,9 bilhões no último ano, frente lucro de US$ 800 milhões em 2024.
O IPO da SpaceX está próximo de acontecer, segundo o prospecto apresentado à SEC e divulgado no site da empresa. A oferta envolve 555,6 milhões de ações primárias, com preço estimado em US$ 135 por documento. A operação visa levantar cerca de US$ 75 bilhões.
A precificação está marcada para 11 de junho, e as ações começam a negociar na Nasdaq no dia seguinte, sob o ticker SPCX. Coordenadores do processo poderão realizar um over-allotment de até 15% para ampliar a demanda.
O fundador Elon Musk terá um lockup de 366 dias, enquanto outros investidores e diretores terão venda liberada de forma gradual entre o final de 2026 e meados de 2027. O conjunto de bancos atua como bookrunners no IPO.
Entre os bancos coordenadores estão Goldman Sachs, Morgan Stanley, BofA, Citigroup, JP Morgan, Barclays, Deutsche Bank, RBC, UBS e Wells Fargo. Outros participantes incluem Allen & Company, Cantor, Needham, Raymond James e mais instituições globais.
Segundo veículos como Bloomberg, as restrições de exportação de tecnologia dos EUA orientaram a seleção de bancos, evitando ofertas da China e de Hong Kong. O objetivo é alinhar o processo a políticas de controle de tecnologia.
Apesar de não liderar o sindicato, Jamie Dimon do JP Morgan organizou apresentações para clientes ultrarricos e participou de um evento com Musk via videochamada, no qual Maye Musk esteve presente para elogiar o filho.
Musk concedeu entrevistas e participou do prospecto observando o momento de abertura de capital. O empresário afirma que a SpaceX está em fase de forte crescimento e que as projeções de receita tornaram-se mais previsíveis, mantendo o foco em IA e expansão de plataformas.
O pedido de IPO se sustenta em receitas crescentes e metas ambiciosas de capex, especialmente no campo de inteligência artificial. A SpaceX reportou prejuízo de US$ 4,9 bilhões no último ano, ante lucro de US$ 800 milhões em 2024, com receita de US$ 18,7 bilhões e capex de US$ 20,7 bilhões.
O management projeta expansão da margem bruta de 49% para 70%, à medida que a monetização de IA avança e as margens da Starlink aumentam com satélites de nova geração. A SpaceX aponta um mercado endereçável de US$ 5,7 trilhões, ampliado para US$ 28,5 trilhões com IA.
A I’ve Information aponta que Goldman prevê consumo de caixa de até US$ 120 bilhões entre 2026 e 2027, e mais US$ 230 bilhões até 2030, devido ao aumento de capex ligado à IA. A companhia pode buscar financiamento via dívida após o IPO, segundo as informações.
A SpaceX organiza suas três unidades de negócio: Space, Connectivity e AI. A Space continua liderando lançamentos, com foco no desenvolvimento do Starship V3 para missões lunares. A área registrou receita de US$ 4,1 bilhões em 2025, com prejuízo de US$ 700 milhões.
A área de Connectivity, com a Starlink, opera em 164 países, atingindo 3,3 bilhões de pessoas. A base de usuários subiu para 10,3 milhões, com centenas de satélites em serviço e planos para avançar a largura de banda com a próxima geração.
A unidade AI, por meio da xAI, vende capacidade computacional e serviços de IA. Registrou receita de US$ 3,2 bilhões, mas registrou prejuízo de US$ 6,4 bilhões em 2025, visando integrar IA a várias plataformas e parcerias.
A SpaceX planeja, ainda, ampliar a oferta com novas parcerias e desenvolvimento de infraestrutura de IA, incluindo cooperação com Tesla e Intel para uma eventual maior fábrica de chips, além de metas de satélites de IA a partir de 2028.
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