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Migrações para o mercado livre de energia caem quase 40% no início de 2026

Migrações para o mercado livre caem 38,6% nos quatro primeiros meses de 2026, para 6.077 unidades; continuidade de adesões é esperada, com SP líder

Para realizar a troca das lâmpadas, o cliente titular da conta deve comparecer ao local da ação com documento de identidade com foto, a conta de energia mais recente e as lâmpadas ineficientes para substituição
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  • De janeiro a abril de 2026, 6.077 unidades consumidoras migraram para o mercado livre, queda de 38,6% frente ao mesmo período de 2025 (9.894).
  • O mercado livre representa cerca de 42% de toda a eletricidade consumida no país.
  • A queda ocorre após dois anos de forte expansão, impulsionada pela abertura para consumidores de média e alta tensão em 2024.
  • A diretora de Operações de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, afirma que a desaceleração era prevista e que houve demanda reprimida pela possibilidade de contratar em condições mais favoráveis, com menção à geração distribuída e autoprodução.
  • São Paulo liderou as migrações no primeiro quadrimestre de 2026, com 1.601, seguido por Minas Gerais (481) e Santa Catarina (445).

A queda nas migrações de consumidores para o mercado livre de energia se manteve significativa no início de 2026. Entre janeiro e abril, 6.077 unidades consumidoras migraram para o ambiente de contratação livre, uma redução de 38,6% frente ao mesmo período de 2025, quando houve 9.894 migrações.

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) aponta que o mercado livre responde hoje por cerca de 42% da eletricidade consumida no país. A abertura ocorreu para consumidores de média e alta tensão desde janeiro de 2024, ampliando o universo de potenciais migrantes.

O resultado de 2026 também ficou aquém do registrado no primeiro quadrimestre de 2024, quando houve 7.143 entradas no mercado livre. A desaceleração ocorre após dois anos de forte crescimento impulsionado pela abertura do setor.

O que mudou desde 2024

A diretora de Operações de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, explica que a redução no ritmo de adesões era prevista após o período inicial de expansão. O interesse por energia mais competitiva permaneceu entre consumidores que buscavam reduzir custos.

Ela cita a demanda reprimida como fator relevante, com muitos agentes que aguardavam a possibilidade de migrar para o mercado livre. A entrada de oferta de autoprodução e geração distribuída também mostra o efeito da mudança de cenário.

Resultados por estado

Os dados apontam que a maior parte das migrações ocorreu em São Paulo, com 1.601 novas unidades consumidoras no primeiro quadrimestre de 2026. Minas Gerais ficou em segundo, com 481, e Santa Catarina, com 445.

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