- Payroll de maio dos EUA ficou em 172 mil empregos criados, acima do consenso de 80 mil; a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%.
- O economista sênior da Mizuho para os EUA, Alex Pelle, afirma que o mercado de trabalho está estável, com aperto gradual, enquanto a inflação está elevada.
- Pelle diz que não há bons motivos para acreditar que a política macroeconômica esteja excessivamente restritiva no momento.
- O debate no Federal Reserve tende a ficar mais hawkish, com foco em manter ou aumentar as taxas de juros, segundo Pelle.
- A divulgação elevou as expectativas de alta de juros no fim do ano, com contratos de Fed Funds apontando probabilidade de 67,9% de alta até o final do ano.
A leitura de maio do payroll dos EUA veio acima do esperado, com a criação de 172 mil empregos. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, em linha com as projeções, reforçando a visão de que o mercado de trabalho está estável, porém com inflação ainda elevada.
Segundo o economista sênior da Mizuho para os EUA, Alex Pelle, os dados indicam que o mercado de trabalho está em equilíbrio, com aperto gradual compatível com o pleno emprego. Ele aponta que a inflação ainda avança, sem sinal de desaceleração clara.
Pelle sustenta que, para o Fed, o foco não é apenas oHg avanço de energia ou questões externas, como o Irã, pesando na inflação. Os números sugerem ausência de motivos fortes para classificar a política macroeconômica como restritiva no conjunto.
O analista destaca que o debate do Fed tende a ficar mais hawkish, com ênfase no aperto monetário, entre manter ou elevar as taxas de juros, conforme a leitura de sinais de inflação.
A precificação de política monetária pelo mercado apoia esse cenário, com a ferramenta FedWatch apontando 67,9% de probabilidade de alta nos juros até o fim do ano. Dados de mercado refletem esse humor.
Recentemente, Lorie Logan, presidente do Fed de Dallas, reconheceu riscos de alta até o fim deste ano, citando inflação persistente e um mercado de trabalho estável. Ela aponta necessidade potencial de juros mais altos para restabelecer a meta.
Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, adotou posição semelhante, defendendo taxas estáveis no curto prazo, mas reconhecendo riscos de aperto adicional se a inflação persistir.
Ambas as governadoras votaram pela retirada do viés de flexibilização na última decisão do Fed, o que ampliou a dissidência na ausência de consenso sobre cortes. O tema reflete debates internos sobre o ritmo de aperto.
Mesmo figuras mais dovish, como Christopher Waller, sinalizam um viés mais conservador, defendendo a retirada do viés de flexibilização, sem necessidade de alta imediata. Waller aponta que não é hora de subir juros no curto prazo.
John Williams, presidente da distrital de Nova York, alinhou-se a uma linha semelhante, afirmando que não há necessidade de mudança nas taxas de curto prazo, mesmo diante dos riscos inflacionários. Michael Barr também pondera que o nível atual já avalia o choque do petróleo.
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