- O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos público, criado pelo Banco Central do Brasil em 2020; o Zelle é uma iniciativa privada do sistema bancário dos Estados Unidos, lançada em 2017.
- O PIX funciona em qualquer banco, fintech ou instituição financeira autorizada pelo Banco Central; o Zelle fica restrito às instituições participantes do seu sistema.
- O PIX pode ser utilizado para transferências entre pessoas, pagamentos em estabelecimentos, entre empresas, cobranças e faturas; o Zelle é voltado principalmente para transferências entre pessoas e pequenas empresas.
- O PIX costuma ser gratuito para pessoas físicas e tem custo menor para empresas; o Zelle pode ou não cobrar tarifas, dependendo do banco ou cooperativa.
- O PIX é instantâneo; o Zelle pode levar alguns minutos para o valor ficar disponível; em caso de fraudes, o PIX tem o Mecanismo Especial de Devolução (MED), embora não garanta ressarcimento; o Zelle permite cancelamento apenas se o destinatário ainda não estiver cadastrado.
O PIX e o Zelle são sistemas de pagamento usados para transferências rápidas, mas diferem em natureza, abrangência e integração. O PIX é um sistema público brasileiro, lançado em 2020 pelo Banco Central. O Zelle, lançado em 2017, funciona como uma rede privada no sistema bancário dos Estados Unidos.
Nesta quinta-feira, 4, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro citou o Zelle em entrevista na rádio TMC, em meio a críticas do governo Donald Trump ao modelo brasileiro. A discussão não alterou oficialmente o funcionamento dos dois sistemas, que seguem operando em seus contextos nacionais.
Público x privado
O PIX funciona como sistema de pagamentos instantâneos público, regulado pelo Banco Central do Brasil, com infraestrutura provida pelo BC. O Zelle é uma iniciativa privada de pagamentos, criada pela Early Warning Services e controlada por grandes bancos dos EUA, como Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo.
Integradamente, o PIX tem abrangência ampla no Brasil, aceito por bancos, fintechs e instituições autorizadas pelo BC. O Zelle opera apenas entre instituições participantes e está disponível em milhares de aplicativos de bancos e cooperativas de crédito.
Como funciona no dia a dia
O PIX permite transferências entre pessoas, pagamentos a estabelecimentos, transações entre empresas e cobranças diversas, incluindo serviços públicos. O Zelle foca em transferências entre pessoas e pequenas empresas, com variação de tarifa conforme cada instituição.
O PIX costuma ser gratuito para pessoas físicas e, para empresas, costuma ter custo menor. O Zelle pode ou não cobrar tarifas, conforme as políticas de cada banco ou cooperativa. Em muitos casos, a cobrança não é aplicada aos consumidores.
Tempo de disponibilidade e objetivos
O PIX é instantâneo, permitindo que o dinheiro fique disponível de forma rápida. O Zelle pode levar minutos para que o valor seja visto pelo destinatário, dependendo da instituição envolvida.
Limitações de integração internacional
Tanto o PIX quanto o Zelle mantêm foco principal em contas nacionais. O BC estuda possibilitar transferências diretas para contas no exterior, mas no momento a prática é restrita a operações dentro do Brasil. O Zelle opera apenas entre instituições participantes nos EUA.
Devolução e cancelamento de pagamentos
O site do Zelle informa que cancelamentos são possíveis apenas se o destinatário ainda não estiver cadastrado. Se já estiver cadastrado, o dinheiro é enviado para a conta e não pode ser cancelado. O PIX oferece o Mecanismo Especial de Devolução para casos de fraude, com resultados dependentes da análise do Caso e de saldos disponíveis. Em enganos, não há norma específica igual para todos os casos; o Banco Central orienta buscar o banco para tentar recuperação. O recebedor pode devolver valores enviados por engano diretamente pelo aplicativo do banco.
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