- Eduardo Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia dialogar com os EUA sobre o Pix e até considerar o modelo do Zelle, tema ganhou repercussão após menção do governo de Donald Trump.
- O Pix foi criado pelo Banco Central e entrou em operação em novembro de 2020, sendo uma plataforma pública regulamentada pela autoridade monetária brasileira.
- O Zelle é uma iniciativa privada, operada pela Early Warning Services, controlada por grandes bancos norte‑americanos.
- O Pix pode ser usado em qualquer instituição financeira reconhecida pelo Banco Central, enquanto o Zelle está disponível apenas para clientes de bancos e cooperativas que integram a rede.
- Em uso cotidiano, o Pix oferece transferências instantâneas 24 horas por dia; o Zelle realiza operações em poucos minutos. Quanto aos custos, o Pix é gratuito para pessoas físicas e geralmente mais barato para empresas, já o Zelle depende da política de cada instituição.
O Pix e o Zelle representam sistemas de transferências rápidas com propósitos semelhantes, mas origens e estruturas distintas. Nesta semana, o tema voltou ao centro do debate após Eduardo Bolsonaro defender que o Brasil e os EUA discutam ajustes ou adoção de modelos de pagamento entre as duas nações.
A ideia ganhou repercussão quando o ex-deputado federal afirmou que o Brasil poderia abrir negociação sobre o futuro do Pix e considerar o modelo americano. A fala ocorreu em entrevista ao portal TMC News, na quarta-feira, dia 3.
O debate tem relação com uma investigação comercial envolvendo o governo de Donald Trump, que apontou suposta concorrência desleal no setor de pagamentos digitais. A menção ocorreu no contexto de comparações entre sistemas de pagamentos.
Estruturas de funcionamento
O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil e entrou em operação em novembro de 2020. A instituição regula o sistema e sustenta sua infraestrutura tecnológica. Por ser público, opera por meio de bancos, fintechs e instituições credenciadas.
O Zelle surgiu em 2017 como iniciativa privada do sistema financeiro dos EUA. É operado pela Early Warning Services, controlada por grandes bancos, como Bank of America, JPMorgan Chase e Wells Fargo. A gestão é de empresas privadas.
Alcance, uso e custos
O Pix funciona em qualquer instituição financeira reconhecida pelo BC e pode realizar transferências instantâneas 24 horas por dia. Também permite pagamentos a comerciantes, quitações de contas e ações entre empresas.
Já o Zelle é voltado a transferências entre pessoas físicas e pequenas empresas. Opera nos apps dos bancos participantes, sem exigir aplicativo próprio da plataforma. A disponibilidade depende da rede bancária.
Em termos de alcance, o Pix está amplamente disponível no sistema financeiro brasileiro. O Zelle opera em milhares de aplicativos de instituições americanas, porém nem todos os bancos dos EUA oferecem o serviço.
Custos e operacionalidade
Para pessoas físicas, o Pix costuma ser gratuito, com tarifas menores para empresas. No Zelle, as cobranças variam conforme a política de cada instituição, embora grande parte das instituições fornecedoras não cobre taxas aos consumidores.
Embora compartilhem rapidez, as plataformas diferem no modelo de gestão e no ecossistema. O Pix funciona como infraestrutura pública com ampla adesão; o Zelle, como solução privada integrada ao bancário tradicional dos EUA.
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