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Pré-mercado: foco nos empregos nos EUA

Emprego americano de maio deve criar 85 mil vagas, desemprego estável em 4,3%; investidores acompanham Fomc, inflação e petróleo próximo de US$ 95

Fila para feira de emprego nos EUA: impacto na inflação (Foto: Shannon Stapleton / Reuters)
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  • Nesta sexta-feira, 5 de junho, após o feriado de Corpus Christi, a agenda doméstica está esvaziada e as atenções se concentram em indicadores internacionais, especialmente o relatório de emprego não agrícola de maio nos EUA.
  • A expectativa é de criação de 85 mil vagas, abaixo de 115 mil em abril, com a taxa de desemprego estável em 4,3%.
  • A próxima reunião do Fomc está marcada para 16 e 17 de junho, com a aposta de manutenção dos juros no intervalo de 3,50% a 3,75%.
  • A inflação ao consumidor de maio deve subir 4,2% nos 12 meses, enquanto o núcleo do CPI deve avançar 2,9%.
  • O petróleo fica em torno de US$ 95 o barril; mercados futuros de S&P 500, Nasdaq e EWZ operam em queda no pré-mercado, com ações de fabricantes de processadores puxando baixa.

Nesta sexta-feira, 5 de junho, o mercado acompanha a divulgação de indicadores internacionais após o feriado de Corpus Christi. O foco principal é o relatório de emprego não agrícola dos EUA relativo a maio, o “non farm payroll”.

Analistas esperam criação de 85 mil vagas, abaixo das 115 mil de abril, com a taxa de desemprego estável em 4,3%. O dado será observado de perto por traders, pois influencia a trajetória dos juros via Federal Reserve.

A agenda doméstica está relativamente vazia hoje, deslocando a atenção para fatores externos e para próximos resultados inflacionários. O relatório de emprego compõe o quadro que orienta decisões de política monetária.

Expectativas e cenário de juros

As projeções indicam manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% na próxima reunião do Fed, nos dias 16 e 17 de junho, com alta probabilidade. Mesmo assim, há expectativa de possível aperto com a inflação persistente no decorrer do ano.

No radar informativo, a inflação ao consumidor de maio, medida pelo CPI, será divulgada na próxima semana. A projeção aponta alta de 4,2% no 12 meses até maio, com o núcleo do CPI em 2,9%.

A inflação permanece pressionada pela alta de preços de petróleo e combustíveis. O conflito EUA-Iran elevou o barril para faixas entre US$ 90 e US$ 110, contribuindo para pressões sobre insumos como plásticos e fertilizantes.

Perspectivas de mercado

O petróleo inicia a sessão em torno de US$ 95 o barril. Já os índices americanos futuros, como S&P 500 e Nasdaq, operam em queda no pré-mercado. No radar também estão as ações de fabricantes de processadores, que perderam força após recente alta.

Indicadores regionais

No Brasil, destacam-se dados de produção e vendas de veículos de maio, com divulgação prevista, embora sem números estimados (ND). Nos EUA, os destaques são o emprego não agrícola, a taxa de desemprego e o ganho médio por hora trabalhada de maio (com estimativas acima citadas).

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