- O índice global de preços de alimentos da FAO ficou estável em maio, em 130,8 pontos, com queda de 0,2 ponto (0,2%) ante abril revisado.
- Cereais e açúcar subiram, enquanto óleos vegetais e laticínios recuaram; o índice de proteínas teve variação quase nula.
- Em relação ao ano anterior, o índice está 2,9% acima, mas 18,4% abaixo do pico de março de 2022.
- Entre as altas, os cereais avançaram 2,6% em abril e 4,9% ante o mesmo mês de 2024; o açúcar subiu 7,5% frente a abril, atingindo nível não visto desde outubro de 2025.
- Entre as baixas, óleos vegetais caíram 4,6% frente a abril, com a queda mais recente em óleo de palma; no setor de laticínios houve recuo de 0,5% e quadro em relação ao ano anterior, enquanto carnes tiveram leve alta de 6,3% em relação ao ano passado.
Os preços globais dos alimentos mantiveram-se estáveis em maio, segundo a FAO. O índice usado pela organização ficou em 130,8 pontos, com queda de 0,2 ponto em relação a abril. A variação mensal foi basicamente equilibrada.
Cereais e açúcar pularam, enquanto óleos vegetais e laticínios recuaram. A proteína permaneceu estável. Em comparação anual, o índice está 3,7 pontos acima do registrado há 12 meses, mas 29,4 pontos abaixo do pico de março de 2022.
Maiores altas
Os preços dos cereais subiram 2,6% frente a abril, e 4,9% em relação a maio do ano anterior. O trigo avançou pelo quarto mês seguido, com safras menores previstas em exportadores como os EUA. O milho teve alta pela oferta restrita no Brasil e nos EUA.
O açúcar teve alta expressiva de 7,5% frente a abril, atingindo o nível mais alto desde outubro de 2025. A FAO aponta risco de oferta global como motor da elevação, com o etanol também influenciando a demanda de cana.
Principais baixas
Óleos vegetais recuaram 4,6% frente a abril, o primeiro recuo mensal em 2026. O óleo de palma caiu após cinco altas, com expectativas de menor demanda e incertezas no mercado de petróleo. O óleo de soja apresentou movimentos mistos na região.
No setor de laticínios, o recuo foi de 0,5 ponto, situando-se 22,4% abaixo do nível de maio do ano anterior. A manteiga caiu na Europa e na Oceania; o leite em pó desnatado subiu, especialmente na Europa, enquanto o integral teve movimentos mistos.
As carnes subiram 0,1% ante o mês anterior, 6,3% acima de maio de 2025. Bovinos e ovinos mostraram altas, com ganância moderada na carne de aves. Por outro lado, a carne suína registrou queda, devido à oferta abundante na UE e demanda de importação moderada.
A FAO observa que a demanda chinesa mantém cotações da carne bovina, enquanto a reconstrução dos rebanhos avança em diversos países produtores. A domesticação de curto prazo influencia a variação de preços globais.
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