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Riscos sobem, corte da Selic ameaça e juros futuros atingem máxima do ano

Mercado de juros volta a subir, retirando espaço para cortes da Selic; bancos projetam 14% neste ano e juros futuros atingem a maior máxima do ano

Guilherme Rodrigues, da Kinea: mau humor dos juros contamina os outros mercados, ainda mais por refletir piora fiscal; exterior mascarava deterioração — Foto: Leo Pinheiro/Valor
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  • O mercado de juros ficou sob forte estresse durante a semana e fechou a quarta-feira com as taxas futuras nos maiores níveis do ano.
  • A piora no sentimento foi impulsionada pela reprecificação dos rumos da taxa de juros, com menos espaço para novas quedas da Selic.
  • Instituições financeiras revisaram seus cenários, passando a enxergar espaço ainda menor para cortes nas taxas de juros.
  • BTG Pactual, XP e Barclays já projetam que o BC só conseguirá chegar a 14% neste ano.

O mercado de juros brasileiro viveu uma semana de forte aperto e fechou a quarta-feira com as taxas futuras nos maiores patamares do ano. O recuo das esperanças de cortes na Selic ficou mais acentuado, com a reprecificação dos cenários de política monetária ganhando corpo entre investidores.

Instituições como BTG Pactual, XP e Barclays revisaram suas projeções, sinalizando que não há espaço significativo para reduções na taxa básica neste ano. As mudanças refletem uma leitura de que o Banco Central terá menos margem para baixar os juros diante do cenário fiscal e externo.

Analistas da Kinea destacaram que o mau humor nos juros se estende a outros mercados, em função de sinais de deterioração fiscal. Além disso, fatores externos contribuíram para a percepção de que o ambiente de política monetária no Brasil permanecerá mais apertado por mais tempo.

As curvas de juros atingiram os níveis mais altos do ano, com novas altas nas expectativas de alguns vencimentos. O movimento acompanha revisões de cenário feitas por grandes instituições e reforça a leitura de que o BC poderá manter uma postura mais conservadora diante da atual conjuntura.

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