- No Brasil, a leitura é de que a Selic deve ficar em 14,5% ao ano ao longo de 2026, impactando as altas em títulos prefixados e atrelados à inflação.
- Tesouro Prefixado 2029: 14,52% vs. 14,37% na sessão anterior; Tesouro Prefixado 2032: 14,58% vs. 14,45% na sessão anterior; Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,17% vs. IPCA + 8,15% na véspera.
- Nos EUA, o payroll de maio ficou acima das estimativas, com a criação de 172 mil empregos no setor não-agrícola; desemprego em 4,3%.
- Dados de emprego fortes e inflação elevada aumentam a possibilidade de o Federal Reserve manter ou até elevar tarifas monetárias este ano; o dólar avançou ante o real.
- As condições globais de inflação e incertezas mantêm as prateleiras de juros em movimento nos dois países.
O Tesouro Direto registrou queda de rentabilidade nesta semana, com as perspectivas de juros mais elevados no Brasil e nos Estados Unidos ganhando fôlego. O movimento acompanha dados de inflação e emprego que elevam a incerteza global, mesmo com diferenças de política externa entre os dois países.
No Brasil, o mercado consolidou a expectativa de Selic em 14,5% ao ano em 2026. Os títulos prefixados e atrelados à inflação apresentaram alta expressiva. As novas taxas refletiram a indefinição sobre continuidade da política monetária diante de sinais de pressão inflacionária.
Entre os recebimentos, o Tesouro Prefixado 2029 passou a render 14,52% ao ano, frente 14,37% na sessão anterior. O Prefixado 2032 ficou em 14,58% ante 14,45% na véspera. Já o IPCA+ 2032 abriu com 8,17% acima de 8,15% na sessão anterior.
Mercado Internacional
Nos EUA, o payroll de maio mostrou criação de 172 mil empregos no setor não-agrícola, acima da expectativa de 80 mil. A taxa de desemprego ficou em 4,3%, estável em relação ao mês anterior. Os dados reforçam a posição de manter ou elevar juros, conforme o Fed, caso a inflação permaneça elevada.
Como consequência, o dólar avançou frente ao real e os rendimentos de títulos públicos americanos subiram, elevando a percepção de aperto monetário internacional. A divulgação reforçou a diferença de cenários entre Brasil e EUA, mas sinalizou volatilidade contínua para os investidores.
Entre na conversa da comunidade