- A Zara encerrou abril com 1.495 lojas, cinco a menos que em três meses antes e 50 a menos que em 2025, conforme divulgação financeira da Inditex.
- A estratégia de otimização da rede de lojas segue como eixo central, com aberturas, reformas e reposicionamento em mercados-chave ao redor do mundo.
- Em 2023 e 2024, a marca abriu espaços grandes em Las Vegas e reformou lojas em Madrid e Londres; também inaugurou os maiores flagships em Roterdã e na Praça de Espanha, em Madrid.
- Marta Ortega, desde 2022 presidente do grupo, é destacada pela liderança no reposicionamento da Zara, com alianças criativas e melhorias na experiência de compra.
- A empresa nega que possível elevação de preços seja a causa do fraco crescimento; executivos reiteram foco em volume, produto e moda, não em preço.
Zara, marca principal do grupo Inditex, passa por uma transformação comercial iniciada há anos, com redução da rede de lojas e aposta em formatos maiores. A mudança ganhou força com a Presidência de Marta Ortega, em 2022, e inclui parcerias com designers ligados ao luxo, como John Galliano.
Até abril deste ano, a rede da Zara somava 1.495 lojas, caída em relação ao fim de 2024. O recorte foi de cinco unidades em três meses e 50 em um ano. Os números oficiais mostram que metade dos fechamentos da varejista ocorreu na controlada Inditex no último exercício.
Geralmente, a estratégia envolve abrir em locais-chave e reformar lojas existentes. A empresa abriu espaços amplos em Las Vegas e reformou lojas em Madrid e Londres, enquanto Madrid e Rotterdam passaram por grandes reformas entre 2022 e 2023. Em termos de superfície, a mudança se refletiu em espaços maiores em várias praças internacionais.
Transformação comercial
A direção destaca que Zara continua a inaugurar lojas em locais estratégicos, mantendo foco na experiência de compra e na proposta criativa. O compromisso é com moda de design, qualidade e sustentabilidade, visando alcance global, sem elevar impostos de venda ou reduzir a acessibilidade.
A leitura sobre o posicionamento de preços é tema de agenda interna. Executivos afirmam que o foco da marca permanece no volume de vendas e na atratividade do produto, não em reajustes de preço. A discussão sobre possível alta de preços não foi confirmada, segundo fontes oficiais.
Entre na conversa da comunidade