- Azul planeja cortar voos por alta do preço do combustível, em decorrência da guerra no Irã, para preservar o caixa.
- O CEO John Rodgerson afirmou que os ajustes vão continuar quando houver oportunidade, com redução de frequências em rotas com várias partidas diárias e foco em manter os principais centros de conexão em Campinas, Belo Horizonte e Recife.
- Até agora, a maior parte dos cortes ocorreu na operação internacional; os próximos passos devem reduzir a frequência de voos domésticos sem suspender destinos necessariamente.
- A empresa não descarta interromper voos, mas pretende primeiro reduzir a utilização de aeronaves e a oferta, para evitar operar com aeronaves o dia todo diante do aumento do custo do combustível.
- A Petrobras anunciou redução de 14,2% no preço do querosene de aviação a partir de junho; o valor caiu 0,93 real por litro em relação a maio, após alta de 54,63% em abril.
A Azul planeja reduzir voos diante da alta do combustível de aviação causada pela guerra no Irã. O CEO John Rodgerson afirma que a companhia ajusta frequências para preservar o caixa em um cenário de custos elevados e incertezas.
A maior parte dos cortes até agora ocorreu na operação internacional. Futuramente, a Azul deve reduzir voos domésticos sem abandonar destinos atendidos, buscando manter voos que façam sentido diante dos custos.
Rotas com várias partidas diárias devem sofrer ajustes, com foco em manter centros de conexão em Campinas, Belo Horizonte e Recife. Em alguns trajetos, a frequência poderá cair de seis para quatro partidas diárias.
Embora a interrupção de destinos não esteja descartada, a empresa deve primeiro reduzir a utilização de aeronaves e a oferta de voos. Não faz sentido operar uma aeronave longamente quando o combustível encarece.
Petrobras reduz preço do QaV
A Petrobras anunciou uma queda de 14,2% no preço do querosene de aviação a partir deste mês de junho, com redução de 0,93 real por litro em relação ao mês anterior. A estatal citou a atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais.
Em abril, houve o movimento oposto, com alta de 54,63% no QaV, elevando os custos das companhias aéreas. A Abear informou que o combustível passou a representar cerca de 45% dos gastos das aéreas, ante ~30% antes do reajuste.
Mesmo com oscilações, a Petrobras afirma que, considerando a inflação, o QaV acumula queda real de 5,8% desde dezembro de 2022. A depender das cotações internacionais, o cenário pode seguir alterando a composição de custos.
Por que a guerra no Irã influencia o preço do combustível
A tensão envolvendo Irã, EUA e Israel preocupa o mercado de petróleo pela importância estratégica do país na produção e no escoamento da commodity. Incertos no fornecimento elevam o preço do barril.
O Estreito de Ormuz, passagem crucial para o transporte de parte relevante do petróleo mundial, é apontado como fator de risco. Violações ou interrupções na região costumam pressionar a oferta e os preços internacionais.
Como gasolina, diesel e QaV são derivados do petróleo, altas nas cotações impactam diretamente os custos logísticos e os preços de serviços, inclusive no turismo e no transporte aéreo.
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