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Azul reduz 5% de rotas e frequência por guerra, diz CEO

Azul reduz 5% da capacidade e tarifas sobem cerca de 20% com a alta do querosene, risco de novos cortes se o conflito se prolongar

Foto: Divulgação Azul
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  • A Azul reduziu cerca de 5% da capacidade planejada, cortando algumas frequências e rotas, após o conflito no Oriente Médio elevar o preço do querosene de aviação.
  • A medida acompanha juros de tarifas em torno de 20%, o que já impacta a demanda, segundo o CEO John Rodgerson.
  • Rodgerson afirma que o cenário geopolítico exige ajustes rápidos e que a empresa permanece em posição estável para enfrentar o momento.
  • A Azul aponta que, se o conflito se prolongar, novos ajustes de oferta podem ocorrer, mantendo destinos sob avaliação.
  • O CEO elogia a postura do governo brasileiro, que tem atuado com linhas de crédito e alternativas para o setor, considerado estratégico.

A Azul reduziu cerca de 5% da capacidade planejada após a saída do Chapter 11, nos Estados Unidos, e diante da elevação de custos com combustível. O CEO John Rodgerson afirmou que houve cortes em algumas rotas e frequências, com tarifas em torno de 20% mais altas.

Segundo o executivo, o choque no preço do querosene de aviação ocorreu oito dias após a conclusão da recuperação judicial. A empresa já previa 2026 como ano de transição, mas o cenário geopolítico elevou a pressão sobre ofertas e demanda.

Rodgerson disse que o custo do combustível dobrado afeta de forma relevante o setor, estimando impactos bilionários. Apesar disso, o governo brasileiro tem atuado de forma mais proativa para mitigar os efeitos, segundo ele, e a Azul mantém posição estável para enfrentar o momento.

A companhia não descartou novos ajustes de oferta caso o conflito se prolongue. A demanda já sente o impacto da elevação tarifária, com parte dos clientes deixando de viajar. O Brasil depende de equilíbrio entre demanda corporativa e de pessoas físicas para manter rentabilidade.

Sobre o cenário regional, o CEO comentou que operações em roteiros menores costumam sofrer mais com a variação de custos, especialmente quando o dólar está elevado. A Azul mantém foco em rentabilidade e recuperação da relação com os clientes.

A agenda atual da Azul envolve manter a operação estável, preservar destinos e promover melhorias na experiência do passageiro, com novas categorias no programa de fidelidade e foco em pontualidade e serviço a bordo.

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