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Combustível sustentável na aviação fica em 0,8% do consumo

SAF representa 0,8% do combustível de aviação em 2026; meta de mitigação de carbono a 2050 é considerada decepcionante pela Iata

Na imagem, tanque de armazenamento de SAF na Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras | Divulgação/Francisco de Souza/Petrobras - 5.dez.2025
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  • A produção global de SAF deve chegar a 2,4 milhões de toneladas em 2026, correspondendo a 0,8% do consumo de combustível da aviação.
  • Em 2025, a participação foi de 0,6%, e o custo para as companhias aéreas ficou em US$ 4,3 bilhões.
  • A Iata classificou o resultado como “decepcionante” e mantém a meta de mitigar 65% das emissões até 2050.
  • Willie Walsh, diretor-geral da Iata, afirmou que os planos para o combustível “verde” ficam “mais difíceis” a cada ano.
  • A associação listou quatro prioridades: energia renovável, infraestrutura, investimentos e padronização e preços para tornar o SAF acessível globalmente.

A produção global de SAF, combustível sustentável de aviação, deve alcançar 2,4 milhões de toneladas em 2026, correspondendo a apenas 0,8% do consumo da aviação. Em 2025, o índice foi de 0,6%. O custo estimado para as companhias aéreas é de US$ 4,3 bilhões, segundo a Iata.

A Iata classificou o resultado como decepcionante, destacando que as metas de mitigação de carbono com SAF até 2050 ainda estão fora de alcance. O diretor-geral Willie Walsh afirmou que os planos de uso do combustível verde ficam mais difíceis a cada ano.

A organização aponta quatro prioridades para acelerar a produção de SAF: energia renovável, infraestrutura, investimentos e padronização de preços. Essas frentes visam ampliar a disponibilidade de matérias-primas, facilitar o acesso a oleodutos e estoques, atrair capitais estáveis e tornar o SAF mais acessível globalmente.

Elementos-chave para expansão

  • Energia renovável: ampliar a oferta de energia limpa para sustentar a produção de SAF e garantir matéria-prima suficiente.
  • Infraestrutura: abrir o acesso a sistemas de distribuição, armazenamento e abastecimento em aeroportos.
  • Investimentos: ampliar suporte político e criar condições estáveis para reduzir riscos aos produtores.
  • Padronização e preços: criar sistemas de reserva e reembolso para tornar o SAF competitivo no mercado global.

O relatório ressalta que o ritmo atual não atende às promessas de redução de emissões da indústria. As informações foram divulgadas pela Iata neste sábado. O jornalista viajou a convite da Iata.

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