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Fluxo de voos domésticos no Brasil deve ficar abaixo de 90 milhões

Iata aponta que demanda de voos domésticos no Brasil deve cair abaixo de noventa milhões, após recorde de 100 milhões em 2025, devido ao alto custo das passagens

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo
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  • A Iata projeta que o fluxo de passageiros em voos domésticos no Brasil ficará abaixo de 90 milhões por ano, por causa do alto custo das passagens.
  • Em 2025, o Brasil registrou mais de 100 milhões de viajantes domésticos, crescimento de 17% frente a 2024.
  • A associação realiza a AGM no Rio de Janeiro neste fim de semana, e o evento retorna à América do Sul após 27 anos.
  • A reforma tributária deve elevar os preços de passagens domésticas em cerca de 23% e internacionais em 26,3%, reduzindo a demanda.
  • Se o mercado encolher, haverá menos voos e menos espaço nos porões, impactando também a transportação de carga e a economia; o combustível representa entre 30% e 40% dos custos.

Em 2025, o Brasil registrou um fluxo recorde de mais de 100 milhões de passageiros em voos domésticos. A projeção da Iata é de que, neste ano, o movimento caia para menos de 90 milhões, devido ao alto custo das passagens.

A previsão foi feita por Peter Cerdá, vice-presidente para Américas da Iata, em entrevista durante a AGM da entidade no Rio de Janeiro. O encontro retorna à América do Sul após 27 anos.

Segundo a Iata, o custo elevado das passagens pode reduzir a demanda no mercado doméstico brasileiro. Em 2025, houve alta de 17% em relação ao ano anterior, com recorde de 100 milhões de viajantes.

Implicações para tarifas e tributação

De acordo com Cerdá, mudanças previstas na reforma tributária devem elevar o preço das passagens domésticas e internacionais. A estimativa é de aumento de até 23% para voos nacionais, elevando a média para US$ 160.

Para voos internacionais, a alta seria de cerca de 26%, com média estimada de US$ 935. O aumento pode reduzir ainda mais a demanda no setor aéreo brasileiro.

Cerdá aponta que o encarecimento impactaria também o transporte de carga. Com menos voos e espaço nos porões, a logística de mercadorias nacional ficaria prejudicada.

O executivo destacou a volatilidade dos custos com combustível, citando a influência de fatores externos como conflitos internacionais. Hoje, entre 30% e 40% dos custos das companhias são de combustível.

Ele enfatizou que a elevação dos preços das passagens reduz conectividade e investimentos, atingindo passageiros, turismo regional e economias locais.

Contexto e próximos passos

A Iata mantém diálogo com o Ministério da Fazenda e outras áreas do governo para defender estratégias que reduzam a carga tributária sobre a aviação. A entidade argumenta que tratamentos fiscais diferenciados podem sustentar o crescimento do setor.

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