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Inadimplência de empresas atinge novo recorde de 9 milhões, diz Serasa

Inadimplência de empresas atinge recorde: nove milhões de CNPJs negativados somam 220,9 bilhões, antes do Desenrola 2.0 abrir atendimento

1 de 1 inadimplenciabrasil-300×200 - Foto: Marcos Santos/USP Images
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  • Em abril, nove milhões de CNPJs tinham dívidas negativadas, conforme a Serasa Experian.

  • O total de dívidas negativadas chegou a R$ 220,9 bilhões, recorde para o mês.

  • O aumento mensal levou o total de inadimplentes a um novo recorde histórico.

  • O governo lançou o Novo Desenrola Brasil, Desenrola 2.0, em 4 de maio; já são oitenta e cinco mil operações, totalizando R$ 11 bilhões.

  • Setores: serviços respondem por cinquenta e cinco vírgula seis por cento; comércio, trinta e dois vírgula quatro por cento; indústria, oito vírgula um por cento; agro, zero vírgula nove por cento.

O inadimplência das empresas atingiu um recorde histórico em abril, segundo a Serasa Experian. No mês, nove milhões de CNPJs tinham dívidas negativadas, acumulando R$ 220,9 bilhões em inadimplência.

O crescimento ocorreu em relação a março, ampliando o total de empresas com pendências. A Serasa aponta que, em média, cada CNPJ inadimplente possui 7,1 dívidas, com valor médio de R$ 24.665,91.

Ao todo, houve recorde no volume de dívidas em abril, com 63,7 milhões de pendências registradas. A quantidade de empresas inadimplentes tem avançado desde outubro do ano passado.

Desenrola 2.0: programa do governo

O governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, ou Desenrola 2.0, em 4 de maio. A iniciativa já contabiliza 85 mil operações, somando R$ 11 bilhões em valor total de renegociações.

Segundo a Serasa, a adesão ao programa ocorreu em meio ao crescimento da inadimplência. O objetivo é facilitar a quitação de dívidas com condições especiais para empresas e renegociação de dívidas.

Distribuição setorial

A Serasa segmentou os dados por setores. Serviços responde pela maior fatia, com 55,6% das inadimplências. Em seguida aparecem comércio (32,4%), indústria (8,1%) e o setor primário (0,9%).

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