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Latam aponta impactos distintos em equipes de solo e tripulação na escala 6×1

Latam ajusta impactos da escala 6×1 com tratamento diferenciado para solo e tripulação, e governo assegura respeito às respectivas jornadas

Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil - (Foto: Roberto Setton/Divulgação)
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  • A Latam Brasil trabalha o fim da escala 6×1 destacando impactos diferentes para o pessoal de solo e para as tripulações, com o governo garantindo respeito às diferenças caso a legislação seja aprovada pelo Congresso.
  • Para o pessoal de solo, a companhia afirma estar muito próxima do estado desejado e buscará os ajustes; para a tripulação e pilotos, as conversas avançam e há garantia de que as mudanças vão impactar mais as equipes de solo.
  • Caso as duas situações fossem tratadas sob o mesmo prisma, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais poderia inviabilizar a operação internacional, pela duração dos voos.
  • A Latam prevê a certificação da primeira Embraer E195-E2 no quarto trimestre de 2026, e já anunciou a compra de até 74 aeronaves da Embraer — 24 entregas firmes e mais 50 opções de compra, em valor estimado de US$ 2,1 bilhões.
  • O CEO da Latam Airlines, Roberto Alvo, participou da coletiva e destacou o crescimento do setor; dados da IATA mostram expansão de passageiros na América do Sul, de 68 milhões em 1999 para 447 milhões no ano passado, representando mais de 5% do mercado global.

A Latam Brasil informou que a discussão sobre a queda da escala de trabalho 6×1 está sendo tratada com foco nas duas realidades da empresa: equipes de solo e tripulações. As autoridades brasileiras teriam garantido que as diferenças serão respeitadas caso a legislação seja aprovada pelo Congresso, segundo o CEO brasileiro da empresa, Jerome Cadier, em entrevista na IATA, no Rio de Janeiro.

Cadier explicou que, para o pessoal de solo, a empresa está próxima do objetivo desejado pela nova lei e buscará os ajustes necessários para as equipes de voo. Em relação às tripulações e aos pilotos, o executivo afirmou que as conversas avançam e que as diferenças devem ser consideradas. O governo teria assegurado que as mudanças impactariam mais as equipes de solo.

Durante a teleconferência de resultados, Cadier ressaltou que tratar as duas situações sob o mesmo prisma dificultaria a operação internacional, pela duração dos voos. O CEO também informou que a Latam prevê a certificação do primeiro Embraer E195-E2 para o quarto trimestre de 2026. A empresa firmou um pedido de até 74 aeronaves da Embraer, com 24 entregas firmes e 50 opções de compra, estimadas em US$ 2,1 bilhões.

Perspectiva de frota e cenário de mercado

Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines, participou da coletiva e ressaltou o crescimento do setor desde a última assembleia na região, em 1999. O executivo destacou o aumento de passageiros na América do Sul, de 68 milhões em 1999 para 447 milhões no último ano, elevando a participação do continente no mercado global.

Alvo afirmou não temer concorrência externa diante das mudanças regionais e reforçou a atuação da Latam como empresa com foco em sustentabilidade. Sobre o impacto da guerra nos preços, ele estima que os custos permaneçam altos até um ajuste, com expectativa de redução de tarifas no próximo ano e um novo equilíbrio de mercado em 2027.

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