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O X da questão na cisão da Raízen

Plano de recuperação amplia segregação de ativos na Raízen, sinalizando possível venda da divisão de combustíveis e desalavancagem gradual da operação

Raízen
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  • A Raízen protocolou na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo o plano de recuperação, com apoio de 75,45% dos créditos financeiros e quirografários; total de créditos abrangidos é de R$ 64,7 bilhões, excluídos créditos intercompany.
  • O plano prevê aumento de capital, conversão de parte da dívida em participação acionária, troca por novos títulos e medidas estruturais como segregação de ativos, desinvestimentos e reorganizações societárias.
  • No mercado, a leitura é de que a divisão de combustíveis foi estruturada para uma futura venda; a Raízen Combustíveis fica com 37,4% do passivo remanescente, CDI + 2,75% de remuneração e vencimentos mais curtos, com garantias reais que incluem a planta brasileira de lubrificantes.
  • A Raízen Energia ficará com 17,6% do passivo, CDI + 1,25%, e receberá os recursos da venda da operação na Argentina, de cerca de US$ 1,4 bilhão.
  • Analistas veem a segregação de ativos como forma de blindar o core estratégico (etanol/ transição energética) e deslocar o peso financeiro para o varejo de combustíveis; a venda da divisão pode ocorrer em 1 a 2 anos, conforme a desalavancagem avança.

Em análise recente, a Raízen protocolou na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo o plano de recuperação extrajudicial. A empresa apresentou apoio de 75,45% dos créditos financeiros e quirografários, entre um total de R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos intercompany. O desenho contempla aumento de capital, conversão de dívida em participação, substituição de passivos por novos títulos e medidas estruturais como segregação de ativos, desinvestimentos e reorganizações societárias.

Estrutura de ativos e passivos

O mercado avalia que a cisão não é apenas financeira, mas uma arquitetura para facilitar a venda da divisão de combustíveis. A Raízen Combustíveis poderia ficar responsável por 37,4% do passivo remanescente, com custo de CDI + 2,75%, prazos mais curtos e garantias reais, incluindo a planta de lubrificantes no Brasil.

Distribuição entre as unidades

Já a Raízen Energia, que reúne açúcar, etanol e receberá recursos da venda da operação na Argentina, estimada em US$ 1,4 bilhão, ficaria com 17,6% do passivo, remunerado a CDI + 1,25%. Analistas veem diferença como mais que ajuste técnico, refletindo o perfil de cada negócio.

Detalhes do plano de recuperação

Conforme o fato relevante, o plano contempla a segregação de ativos, avanço da agenda de desinvestimentos e reorganizações societárias. Também prevê a conversão de 45% dos créditos reestruturados em participação acionária e a troca ou refinanciamento dos 55% restantes por novos títulos de dívida.

Perspectivas de mercado e janela de negociação

A leitura de mercado indica que Cosan e Shell buscariam blindar o núcleo estratégico, com foco na plataforma de etanol e transição energética, deslocando o peso financeiro para o varejo de combustíveis, um setor com margens desafiadoras no longo prazo.

Prazo e próximos passos

Segundo analistas, a venda da divisão de combustíveis não precisa ocorrer de imediato. A possibilidade surge para um intervalo de um a dois anos, após a consolidação da nova estrutura societária e o avanço da desalavancagem.

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