- ONS acionou pela primeira vez um plano emergencial para reduzir a geração de excedente de energia, a fim de evitar desequilíbrios no sistema neste domingo (7).
- A medida envolve redução da geração centralizada sob responsabilidade do ONS e operação junto às distribuidoras para cortar usinas de menor porte em suas áreas de concessão.
- A Aneel aprovou o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, com a exigência de inventário atualizado das usinas Tipo III (pequenas usinas).
- O objetivo é evitar instabilidade no sistema durante períodos de baixa demanda, como feriados e finais de semana, quando há sobra de energia.
- A medida ocorre em meio à expansão da geração distribuída solar; em 2025, exemplo de Dia dos Pais mostrou alta participação de geração solar, pressionando o equilíbrio da rede.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela primeira vez um plano emergencial para reduzir a geração de energia no Brasil. A atuação preventiva busca evitar desequilíbrios no sistema, diante de previsões de cargas reduzidas para este domingo.
O ONS solicitou a redução dos recursos da geração centralizada que estão sob sua responsabilidade e acionou o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Aneel.
As distribuidoras de energia também foram avisadas para reduzir a geração sob suas concessões, uma vez que o ONS não controla essas fontes.
A atuação em tempo real e o marco regulatório
A autoridade informou que monitorará o SIN em tempo real, coordenando ações e gerindo recursos disponíveis conforme a demanda, seguindo os procedimentos de rede vigentes.
A Aneel determinou, em novembro de 2025, que as distribuidoras criassem planos para cortar a geração de pequenas usinas quando o ONS solicitar.
As empresas devem apresentar inventário atualizado da capacidade de reduzir a produção de usinas Tipo III, incluindo pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa, além de eólicas e solares de menor porte.
Contexto da gestão de excedentes
O Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi entregue pelo ONS à Aneel em 31 de outubro do ano passado, com foco em evitar instabilidade no sistema durante períodos de baixa demanda, como feriados e finais de semana.
A expansão da geração distribuída, especialmente a partir de painéis solares em telhados, muda a operação do sistema e aumenta a necessidade de manobras para equilibrar a rede em dias de menor consumo.
Num exemplo recente, o Dia dos Pais de 2025 viu 37,6% da demanda nacional atendida por geração solar distribuída, levando o operador a reduzir fortemente hidrelétricas e termelétricas e a cortar quase a totalidade da produção de grandes usinas eólicas e solares.
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