- O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários, João Accioly, participou de um painel em Lisboa sobre a evolução da Resolução CVM 193 e a adoção dos padrões internacionais do ISSB no Brasil.
- A atividade ocorreu poucos dias depois da CVM aprovar a Resolução 244, que revogou a obrigatoriedade de divulgação de informações de sustentabilidade prevista na Resolução 193.
- Entidades do mercado, como o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, Amec e Anbima, criticaram a decisão de retira a exigência de ESG.
- A secretária de Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, disse que a mudança é “indigna” e pode prejudicar fluxos de investimentos ligados à sustentabilidade.
- Accioly deixará a presidência interina nos próximos dias, com a posse de Otto Lobo, mantendo–se no colegiado da CVM; o debate sobre divulgações ESG permanece em aberto.
O presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Accioly, participou de um evento em Lisboa para debater a evolução da Resolução CVM 193 e a adesão aos padrões internacionais de sustentabilidade do ISSB no Brasil. A presença ocorreu poucos dias após a CVM revogar parte das regras de divulgação ESG.
O encontro gerou atenção no mercado financeiro ao tratar da integração entre normas brasileiras e padrões internacionais que guiam riscos climáticos, ambientais e de governança. O painel ressaltou a importância de alinhar disclosures com referências globais para investidores.
A CVM aprovou, recentemente, a Resolução 244, que revogou a obrigatoriedade prevista na Resolução 193. Entidades ligadas à governança corporativa e ao mercado de capitais criticaram a mudança.
Críticas também chegaram do Ministério da Fazenda. Cristina Reis, secretária de Mercado de Carbono, chamou a decisão de indignante, afirmando que pode prejudicar fluxos de investimentos ligados à agenda de sustentabilidade.
João Accioly deixará a presidência interina nos próximos dias, com a posse de Otto Lobo. Mesmo após a mudança, Accioly permanecerá no colegiado da CVM.
O tema da sustentabilidade continua em debate no mercado de capitais brasileiro. Investidores, empresas e reguladores acompanham os próximos passos da CVM sobre a adoção dos padrões ISSB e os impactos da alteração regulatória.
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