- Lagarta-rosca foi detectada no Texas pela primeira vez desde 1970, com dois casos confirmados perto de La Pryor, a cerca de 220 milhas de El Sauz.
- A praga traz preocupações para o rebanho dos EUA, que está no menor nível em 75 anos, enquanto produtores pensam em ajustar a época de partos e protocolos de vacinação e manejo.
- O USDA criou uma zona de controle de 20 quilômetros com vigilância e restrições de movimentação de animais; serão liberadas moscas estéreis para tentativa de quarentena.
- O governo norte-americano investe setecentos e cinquenta milhões de dólares em uma nova unidade de produção de moscas estéreis no Texas, com liberações substanciais previstas para o fim de 2027.
- Medidas administrativas incluem o fechamento provisório de confinamentos que dependiam de gado mexicano e a aceleração de recursos estaduais sob declaração de desastre do governador Greg Abbott.
A lagarta-rosca voltou ao Texas, colocando em risco o rebanho dos EUA. Detectada pela primeira vez desde 1970 em La Pryor, a praga levou produtores a revisar manejo do gado e autoridades a acelerar medidas de contenção.
Casos foram confirmados nesta semana: um bezerro de três semanas apresentou larvas no Texas, seguido de um segundo caso próximo. A ocorrência fica a cerca de 350 quilômetros de El Sauz, rancho da família Nieto, que lutou contra a praga décadas atrás.
O setor enfrenta um momento crítico, com o rebanho dos EUA no nível mais baixo em 75 anos. A resposta envolve inspeções em grandes áreas, vigilância de 20 quilômetros e restrições de movimentação de animais na zona de controle.
Freddy Nieto, 49 anos, herdou a preocupação do pai e avalia mudanças no manejo reprodutivo, visando fertilizar períodos de parto em meses mais frios. Tecnologias como drones e medicamentos preventivos também entram em estudo.
Produtores como Stephen Diebel, em Victoria, acompanham o ressurgimento há cerca de 18 meses. Ele planeja ajustar a temporada de partos e revisar protocolos de vacinação, marcações e cronogramas de castração para reduzir vulnerabilidade do rebanho.
O USDA está aumentando a capacidade de combate à praga, com investimento de US$ 750 milhões em uma nova unidade de produção de moscas estéreis na Base Aérea Moore, em Edinburg. A liberação em grande escala deve começar apenas no fim de 2027.
O governo do Texas, por meio do governador Greg Abbott, ampliou recursos e acelerou a construção da instalação. Também suspendeu a importação de gado mexicano para alimentação por mais de um ano, para impedir a entrada da praga pela fronteira.
A Secretaria de Agricultura dos EUA justifica a medida com a necessidade de manter produtores seguros diante do surto, destacando impactos sobre preços da carne bovina. A expectativa é evitar maiores interrupções na cadeia de suprimentos.
Desde o primeiro caso, o USDA enviou 28 pessoas para coordenar a operação e criou uma zona de quarentena para facilitar inspeções. A segunda confirmação ocorreu dentro dessa área, reforçando a vigilância estadual e federal.
Geórgia anunciou restrições adicionais de movimentação de animais domésticos vindos do Texas. O conjunto de ações visa reduzir propagação e danos econômicos ao setor, segundo autoridades estaduais.
Fazendeiros locais ressaltam que a situação pode exigir mudanças estratégicas contínuas. Entre eles, há quem avalie custos, impactos logísticos e possíveis restrições adicionais até a estabilização da situação.
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