- Governo brasileiro intensifica negociações com a União Europeia para revertocar veto sanitário à carne bovina antes de 3 de setembro, data em que a restrição entra em vigor.
- Reunião de sexta-feira, em Paris, entre o chanceler Mauro Vieira e o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, ocorreu à margem da OCDE para tratar do acordo Mercosul‑UE e de produtos agropecuários.
- Avaliação do governo indica que o Brasil tem capacidade de fornecer os dados de rastreabilidade exigidos pela UE, ponto central da disputa.
- Técnicos avaliam se é possível esgotar, até setembro, a cota de carne bovina com tarifa reduzida ou zerada, o que pode minimizar o impacto econômico da medida em 2026.
- O veto pode afetar cerca de R$ 9 bilhões em exportações anuais; Ministério da Agricultura reforçou que o Brasil busca reverter a decisão e manter o fluxo de vendas para o europeu.
O governo brasileiro intensificou as negociações com a União Europeia para impedir o veto sanitário à carne bovina antes de 3 de setembro, data em que a medida entra em vigor. A estimativa aponta impacto de até R$ 9 bilhões em exportações anuais para o bloco.
Nesta sexta-feira, o chanceler Mauro Vieira reuniu-se em Paris com o comissário de Comércio da UE, Maros Sefcovic, durante evento da OCDE. O tema foi o andamento do acordo Mercosul-UE e aspectos que envolvem produtos agropecuários, incluindo rastreabilidade de rebanho.
O governo avalia que o Brasil tem capacidade de atender aos requisitos de rastreabilidade exigidos pela UE, que é o eixo do impasse. Além disso, técnicos analisam se as exportações sob a cota com tarifa reduzida ou zerada podem esgotar o volume até setembro.
Caso a cota seja utilizada integralmente antes da vigência da restrição, o impacto econômico pode ser menor em 2026. Fora da cota, as tarifas da UE já dificultam a competitividade da carne brasileira, segundo análises técnicas.
O veto ameaça cerca de R$ 9 bilhões em vendas anuais e está ligado à exigência de comprovação de origem e rastreabilidade do rebanho. O desafio logístico é relevante devido à escala da pecuária nacional.
O governo federal lembra que já havia sido levado à UE o posicionamento de que a decisão surpreendeu o Brasil, e que medidas estão sendo tomadas para reverter a decisão e manter o fluxo de exportações ao mercado europeu.
Avanços e próximos passos
A avaliação preliminar indica que o Brasil pode cumprir os requisitos de rastreabilidade para manter o acesso à carne na União Europeia. A projeção é encaminhar o impasse antes do prazo de setembro, com base em dados apresentados pelo Itamaraty e pelos ministérios ligados ao setor agropecuário.
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