- A Caixa planeja leiloar entre quinze e vinte projetos de PPP na B3 em 2026, com foco em iluminação pública, educação infantil, gestão de resíduos, eficiência energética e habitação social.
- Em 2025, a Caixa fechou cinquenta e dois novos contratos para estruturação de PPPs e encerrou o ano com carteira de cento e trinta acordos, aumento de sessenta e seis por cento frente a 2024.
- Em Recife, a Caixa estreou na B3 com um formato inédito de PPP de locação social, que prevê a construção de mil, cento e vinte e oito unidades. Desse total, seiscentas e trinta e sete ficam para locação social; o restante é para venda ou financiamento para famílias nas faixas dois e três do programa Minha Casa, Minha Vida.
- A instituição mantém negociações avançadas para parcerias em Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e Maceió (Alagoas), com licitação de Campo Grande esperada para o segundo semestre.
- Em maio, houve leilão de PPP de iluminação pública em Nova Friburgo (Rio de Janeiro), vencido pelo consórcio Tradetek, beneficiando mais de duzentos mil habitantes.
A Caixa Econômica Federal pretende levar entre 15 e 20 projetos de Parceria Público-Privada (PPP) a leilão na B3 em 2026. A iniciativa sinaliza foco elevado do banco público em modelos de investimento, com atuação em iluminação pública, educação infantil, gestão de resíduos, eficiência energética e habitação social.
Em 2025, a Caixa fechou 52 contratos para estruturação de PPPs, atingindo uma carteira de 130 acordos. O crescimento foi de 66% frente a 2024, consolidando a instituição como pilar da atuação nesse segmento. O vice-presidente de governo, José Marcos de Carvalho Araújo, afirma que a aposta é transformar contratos em investimentos.
Luz, moradia e cidades no radar
No mês anterior, a Caixa abriu na B3 um formato inédito de PPP voltado à locação social em Recife. O Consórcio Habitação Social Recife, formado por Sanco e CPM Engenharia, venceu. Serão 1.128 imóveis em sete terrenos centrais. Dessas unidades, 637 serão para locação social a famílias com renda entre 1 e 3,5 salários mínimos.
O restante deverá atender venda ou financiamento para famílias enquadradas nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa pode servir de referência para outros centros urbanos, conforme a Caixa.
A instituição mantém negociações avançadas para estruturar PPPs com Campo Grande e Maceió. A licitação em Campo Grande deve ocorrer no segundo semestre, segundo Araújo. Ele acrescenta que há conversas com vários municípios.
Outras frentes e apoio financeiro
Em maio, a Caixa promoveu na B3 um leilão de iluminação pública em Nova Friburgo, vencido pelo consórcio Tradetek. O projeto beneficiará mais de 190 mil pessoas na região Serrana do Rio de Janeiro. A operação confirma o ritmo acelerado de projetos em carteira.
O CEP, Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos, é o mecanismo central para financiar estudos técnicos, jurídicos e econômicos que viabilizam as PPPs. A Caixa também oferece crédito para viabilizar investimentos e pode fornecer garantias financeiras previstas nos contratos.
Perspectivas de continuidade
A instituição entende que o ciclo completo de financiamento e garantias facilita a viabilidade dos projetos. A meta é ampliar contratações com foco, agora, em leilões de mercado para transformar contratos em investimentos reais. A Caixa ressalta o papel estratégico das parcerias público-privadas para ampliar serviços e infraestrutura.
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