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Cias aéreas veem custos subir e projetam 50% de queda na lucratividade neste ano

Iata prevê aumento de US$ 100 bilhões no combustível e lucro líquido das cias. aéreas caindo para US$ 23 bilhões entre 2025 e 2026, com margem de 2%

Uma aeronave Boeing 737 MAX 7 pousa durante um voo de avaliação no Boeing Field, em Seattle, Washington 30/09/2020 (Foto: REUTERS/Lindsey Wasson)
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  • A guerra no Oriente Médio elevou a conta global de combustível em US$ 100 bilhões neste ano, pressionando a lucratividade das companhias aéreas.
  • O lucro líquido agregado do setor deve recuar de US$ 45 bilhões em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026, com a margem líquida caindo de 4,2% para 2,0%.
  • A demanda global por voos continua crescendo, ainda que a um ritmo menor: 2,1% para passageiros e 0,7% para carga.
  • A IATA aponta que tarifas devem subir para acompanhar o petróleo, com pesquisas mostrando que 86% dos viajantes esperam tarifas atreladas aos preços do petróleo.
  • Críticas à cadeia de suprimentos: carteira de pedidos de aeronaves passa de 18 mil unidades, frota média de 15,2 anos, e falhas de entrega devem custar às companhias pelo menos US$ 11 bilhões em 2025.

Os impactos da guerra no Oriente Médio elevam o custo do combustível das companhias aéreas em US$ 100 bilhões neste ano, segundo a IATA. A associação projeta queda no lucro líquido do setor de US$ 45 bilhões para cerca de US$ 23 bilhões entre 2025 e 2026, com a margem líquida caindo de 4,2% para 2,0%.

A estimativa foi apresentada por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª conferência anual no Rio de Janeiro. A avaliação mantém uma visão de demanda global crescente, ainda que em ritmo menor devido ao conflito. A demanda de passageiros deve crescer 2,1% e a de carga 0,7%.

Walsh apontou que, apesar da pressão de custos, a demanda ainda facilita ajustes de tarifas. Pesquisas da organização indicam que 86% dos viajantes esperam tarifas alinhadas aos preços do petróleo, 49% pretendem gastar mais em viagens neste ano, e 43% manterão o orçamento. O cenário é visto como favorável à temporada de pico do verão no Hemisfério Norte.

Críticas à cadeia de suprimentos

Durante a coletiva, o diretor-geral criticou a cadeia de suprimentos aeroespacial, que não entrega aeronaves e motores conforme prometido. A IATA aponta mais de 18 mil pedidos em carteira e frota com idade média de 15,2 anos. A falta de cerca de 5 mil aeronaves eficientes aumenta custos de leasing e manutenção, impactando lucros.

Walsh destacou que falhas na cadeia elevam custos para as companhias, enquanto alguns fabricantes de motores registram livramentos de lucro acima da média. Ele pediu organização entre OEMs, com foco em entregas que funcionem e consumo eficiente, além de avanços em infraestrutura, descarbonização e padronização global.

O executivo lembrou ainda o histórico de segurança do setor, citando que voar continua entre as formas mais seguras de transporte. Dados apresentados apontam queda de acidentes em relação ao total de voos, reforçando a necessidade de padrões globais consistentes para reduzir falhas.

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