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Demanda brasileira impulsiona vinhos chilenos neste inverno

Turismo de inverno com esqui impulsiona demanda brasileira por vinhos chilenos, fortalecendo o enoturismo urbano e abrindo novas regiões para vinícolas boutique

Santiago
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  • Brasileiros passaram a ser o principal motor da indústria do vinho chileno durante o inverno, mesmo com a queda global no consumo de vinho.
  • AndesWines criou o “Ski and Wines” — um Urban Wine Tasting Tour que leva vinhos chilenos a viajantes internacionais, conectando pistas de esqui a experiências urbanas de vinho.
  • O tour foca em vinhos de regiões como Metropolitana (Maipo), Ñuble (Guarilihue, Portezuelo, Coelemu e Quillón), Maule e O’Higgins (Colchagua, Millahue), entre outras.
  • O projeto está se expandindo para além de Santiago, incluindo Chillán, com jantares harmonizados e encontros com produtores, além de ampliar para os vales de Elqui, Limarí, Choapa e a região de Atacama.
  • A promoção do Pisco chileno acompanha o turismo de vinho, com operações formais para a temporada de 2026 no norte do Chile, conectando produtores regionais à gastronomia da costa semiárida de La Serena.

A demanda brasileira impulsiona o vinho chileno no inverno, com turistas do Brasil fortalecendo uma nova categoria de enoturismo urbano associada a estações de esqui. A leitura vem de estudo conduzido pelo agrônomo e especialista em vinhos Maximiliano Morales, com base no Chile.

O foco é que o mercado brasileiro já é o principal impulsionador da indústria vitivinícola chilena durante o inverno, mesmo diante da queda global no consumo de vinho. A partir dessa constatação, surge o conceito Ski and Wines, que aproxima o turismo de esqui das experiências urbanas de degustação de vinhos.

AndesWines.com lançou a iniciativa Urban Wine Tasting Tour para levar a tradição vinícola do Chile aos viajantes internacionais, especialmente durante a temporada de neve. O programa oferece degustações privadas de vinhos de regiões históricas, incluindo Metropolitana, Ñuble, Maule e O’Higgins.

De forma prática, Morales supervisiona a curadoria das experiências, buscando preservar vinhos centenários por meio do que ele chama de Enoturismo Ancestral. O formato combina vinhos, gastronomia e destilados locais, com destaque para o pisco.

Pela proposta, a demanda brasileira beneficia pequenas vinícolas, produtores de pisco e restaurantes. O roteiro urbano amplia o tempo de permanência dos visitantes, que passam a explorar vales além das áreas tradicionais de vinho.

Expansão para além de Santiago

O projeto avança para Chillán, permitindo jantares harmonizados e encontros com produtores durante a estada. A meta é elevar o gasto médio dos turistas e abrir oportunidades comerciais para vinhedos de menor porte.

Morales também coordena a expansão para os vales de Elqui, Limarí e Choapa, além da região de Atacama. Nesses ambientes, o foco é desenvolver marcas familiares a partir de vinhedos antigos.

Paralelamente, o programa reforça a promoção do Pisco chileno, com a Designação de Origem mais antiga das Américas, criada em 1931. A iniciativa 2026 integra a rota do Urban Wine and Pisco Tour ao litoral semiárido de La Serena.

A experiência profissional de Morales em cruzeiros de turismo de luxo, como National Geographic Explorer e Endeavour, contribuiu para consolidar uma categoria de enoturismo urbano voltada a viajantes premium. Muitos retornam ao Chile após as viagens de cruzeiro.

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