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Hub gaúcho de inovação supera enchente e investe R$ 120 milhões em expansão

Dois anos após enchente, Instituto Caldeira amplia espaço e investe R$ 120 milhões para abrigar até 180 empresas, fortalecendo a conexão global do RS

Pedro Valério, presidente do Instituto Caldeira: executivo lidera nova fase de crescimento do ecossistema de inovação no RS (Instituto Caldeira/Divulgação)
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  • Dois anos após a enchente que atingiu Porto Alegre, o Instituto Caldeira vive o momento mais forte desde a criação do hub de inovação, com expansão física e conexões internacionais em andamento.
  • A comunidade já reúne 570 empresas, das quais cerca de 130 têm escritórios dentro do complexo; a expansão deve levar o total a aproximadamente 180 empresas até o fim do ano.
  • O investimento total na ampliação é de R$ 120 milhões em cinco anos; o novo prédio na antiga fábrica Guahyba tem 33 mil metros quadrados, somando-se aos 22 mil metros quadrados do prédio já existente.
  • O Caldeira mantém atuação internacional, com o laboratório global da Dell Technologies, acordos com três hubs chineses e missões a Nova York e à China com 27 empresários gaúchos.
  • No âmbito de formação, o programa Geração Caldeira já recebeu 35 mil inscritos e formou 15 mil jovens; o Setor Caldeira, que envolve 180 mil metros quadrados, deve ficar totalmente ampliado e ocupado até 2030.

O Instituto Caldeira, hub gaúcho de inovação, completa dois anos desde a enchente que atingiu Porto Alegre e anuncia uma expansão de R$ 120 milhões. O investimento mira ampliar a infraestrutura e a conexão internacional do ecossistema no RS.

A iniciativa ocorre no Quarto Distrito, onde fica a antiga fábrica Guahyba. Com 570 empresas na comunidade, o Caldeira pretende abrigar cerca de 180 companhias com escritórios físicos até o fim do ano, fortalecendo a atuação local.

O espaço já havia reaberto após forte limpeza e reconstrução, realizada após a inundação em maio de 2024. O período crítico acelerou a transformação do ecossistema e elevou o interesse de empresas e hubs internacionais.

Expansão e infraestrutura

A obra envolve dois prédios do complexo: o prédio original, na antiga fábrica das Lojas Renner, tem 22 mil m²; o novo prédio da Guahyba soma 33 mil m². O objetivo é consolidar o Caldeira como infraestrutura de desenvolvimento econômico e formação de talentos.

O projeto prevê que, até o fim do ano, o espaço receba cerca de 50 empresas adicionais, elevando o total de residentes com escritórios para aproximadamente 180. A Dell Technologies mantém o laboratório de IA e design em parceria com o Instituto Eldorado.

Parcerias internacionais fortalecem a atuação externa. O Caldeira realizou uma incursão em Nova York e participou de uma missão à China com 27 empresários gaúchos, firmando acordos com três hubs chineses ligados a tecnologia.

Conexões globais e formação de talentos

A visão inclui aproximar empresas gaúchas de parceiros globais, com foco em IA, robótica e manufatura avançada. O programa Geração Caldeira já capacitou 15 mil jovens em fases presenciais, após 35 mil inscritos no conjunto das ações.

Também há atuação em formação de talentos para a nova economia, com impactos já visíveis na contratação de jovens por empresas ligadas ao ecossistema. O objetivo é ampliar a base de mão de obra qualificada no estado.

O Setor Caldeira projeta revitalizar o entorno urbano, com ações de segurança hídrica, adaptação climática e regeneração urbana. A expectativa é que o complexo esteja totalmente ampliado e ocupado até 2030.

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