- Pesquisa da IDC, encomendada pela Microsoft, aponta que IA já consome 28% do orçamento de investimento das grandes empresas brasileiras, com expectativa de chegar a 45% até 2028.
- O ganho médio com iniciativas de IA é de 24,5%, incluindo 28,2% em satisfação do cliente e 27,7% em eficiência de processos.
- 58% dos executivos consideram IA generativa e agentes as tecnologias mais estratégicas para os próximos dois anos, com liderança migrando de TI para áreas de negócio.
- 56% já utilizam agentes de IA em experimentação ou produção, principalmente em atendimento, marketing e segurança; projeção é chegar a 69% até 2028.
- 30% dos executivos veem escassez de talentos como barreira, e há investimentos para contornar isso: 86% em capacitação de TI, 71% em áreas de negócio, 60% criaram centros de excelência em IA.
A pesquisa Impacto nos Negócios pela Adoção de IA no Brasil, conduzida pela IDC e comissionada pela Microsoft, mostra que a inteligência artificial já consome 28% do orçamento de investimento das grandes empresas brasileiras. O estudo ouviu 73 executivos de companhias com mais de mil funcionários.
O levantamento aponta que o avanço é gradual, mas acelerado, com previsões de que esse gastos cheguem a 45% até 2028. Entre os motivos estão a adoção de tecnologia, marketing, atendimento, segurança e operações. Eduardo Campos, da Microsoft Brasil, destaca a transição da experimentação à implementação em escala.
Entre os executivos, 58% consideram a IA generativa e os agentes como tecnologias centrais para as metas dos próximos dois anos. A mudança de liderança de TI para áreas de negócio fica evidente, com 18% citando CEOs como principais responsáveis e 21% apontando o conselho executivo. CIOs/CTOs somam 11%.
IA e desempenho empresarial
Apenas 52% das empresas afirmam que não adotar IA implica perda de competitividade direta. O ganho médio com iniciativas de IA é de 24,5%, com 28,2% de melhoria na satisfação do cliente e 27,7% em eficiência de processos. Redução de riscos aparece em 26,9% e lançamentos no mercado ganham 25,2%.
Quase metade das empresas já mede ganhos em eficiência (45%), e 49% relatam aumento de produtividade dos colaboradores. Além disso, 41% percebem queda de custos. Em relação aos agentes de IA, 56% já utilizam em exploração ou produção, principalmente para atendimento, marketing e cibersegurança, com previsão de alcance de 69% até 2028.
Agentes de IA ganham espaço
No uso de agentes, o atendimento ao cliente lidera com 52%, seguido por marketing com 51% e segurança com 45%. A tendência é de que o agente passe a operar de forma integrada aos processos administrativos, não como ferramenta isolada.
Sobre o mercado de trabalho, 30% dos executivos indicam escassez de talentos como barreira para adoção. Outras dificuldades citadas são contratação (43%) e retenção de talentos. Para enfrentar isso, 86% das empresas investem em capacitação de TI, e 71% em áreas de negócio.
Governança, ética e capacitação
Centenas de iniciativas já foram criadas: 60% instituíram centros de excelência em IA, 63% criaram novas funções e 70% revisaram responsabilidades internas. A integração de governança, segurança e ética em IA é vista como essencial para capturar valor e maturar a força de trabalho.
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