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Influenciadores constroem negócios milionários em nova fase do setor

Economia criativa se profissionaliza: leis, dados e estratégias redefinem renda de criadores, que passam a gerir negócios com várias fontes de receita

Luana Zucoloto - Rio de Janeiro (RJ) - Instagram: @luanazucoloto
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  • A economia criativa cresce no Brasil e no mundo: no país, são 14 milhões de influenciadores; o mercado global teve valor de US$ 212,3 bilhões em 2024, com projeção de US$ 900 bilhões até 2032.
  • A monetização deixa de depender apenas de publis; a profissionalização e a diversificação de receitas passam a ser pilares para a sobrevivência no setor.
  • A lei nº 15.325/2026 criou a categoria de profissional multimídia, oferecendo identidade formal na carteira de trabalho, embora seu impacto direto nos criadores ainda seja limitado.
  • A inteligência artificial é vista como apoio à produção, com ganhos de eficiência, mas o fator humano — autoridade, credibilidade e experiência — continua essencial para manter a vantagem competitiva.
  • As formas de monetização incluem produtos digitais, comunidades e assinaturas, programas de afiliados, UGC, mentorias e eventos; estratégias de planejamento, marca e audience-building ganham centralidade.

A economia criativa está redefinindo o papel dos influenciadores. De simples criadores, eles passam a atuar como agentes econômicos com modelos de negócios mais diversos, buscando receita sustentável além da publicidade tradicional. O movimento ganha força com a expansão do setor e a profissionalização da atividade.

Hoje, o ecossistema envolve milhões de pessoas e uma expectativa de crescimento global. Estima-se que o mercado movimente centenas de bilhões de dólares, com o Brasil destacando um contingente significativo de criadores ativos. A transformação ocorre em paralelo à evolução de formatos, tecnologias e regulações.

Além do alcance, a credibilidade é central. Profissionais passam a tratar a atividade como negócio próprio, com planejamento editorial, branding e construção de audiência de forma estratégica. A busca por especialização se torna requisito para manter relevância e rentabilidade.

Legislação e ambiente regulatório

A lei 15.325/2026 criou a categoria de profissional multimídia, reconhecendo funções diversas ligadas à produção de conteúdos digitais. A norma favorece identidade formal na carteira de trabalho, mas não foi pensada para criadores de conteúdo. Especialistas indicam a necessidade de código CNAE específico para facilitar incentivos fiscais e políticas públicas.

Conteúdo como produto e novas fontes de receita

O conteúdo deixa de ser apenas veículo de marcas; ele é também produto com valor próprio. Além de publicidade, criadores exploram infoprodutos, mensalidades, comunidades e parcerias de longo prazo. Programas de afiliados, UGC, conteúdos por assinatura e produtos próprios aparecem como pilares de monetização.

Tecnologia e dados no dia a dia

Ferramentas de automação, análise de dados e gestão ajudam a ampliar eficiência. A IA surge como apoio operacional, não substituto da criatividade, conforme especialistas. A combinação de tecnologia com posicionamento sólido permite geração de ROI e fidelização de audiência.

Exemplos de atuação e trajetórias

Casos de sucesso mostram diferentes caminhos. Nutrição, moda, culinária e bem‑estar aparecem entre os nichos mais ativos. Criadores investem em planejamento semanal, curadoria de conteúdo específico e parcerias estratégicas para ampliar impactos online e offline.

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