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OPEP+ aumenta produção, mas Ormuz pode frustrar alívio dos preços

Opep+ aprova aumento de 188 mil barris por dia a partir de julho, mas Ormuz restringe fluxos, limitando oferta real e mantendo volatilidade nos preços

Países com reservas estratégicas de petróleo precisam liberá-las para conter os preços.
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  • A Opep+ aprovou aumento de 188 mil barris por dia nas cotas de produção, a partir de julho de 2026, atingindo sete países: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
  • É o quarto aumento consecutivo em quatro meses, mas a oferta efetiva segue limitada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo estreito de Ormuz.
  • A produção média do grupo caiu para 33,19 milhões de barris por dia em abril, frente a 42,77 milhões em fevereiro, devido a restrições de exportação no Golfo e ao peso de Ormuz.
  • Especialista aponta que, mesmo com aumento de cotas, o mercado pode não adiantar muito enquanto o estreito permanecer fechado; a reabertura pode inverter o humor para excesso de oferta.
  • A decisão inclui compensações até dezembro de 2026 para volumes acima das cotas, com monitoramento do grupo e reuniões mensais para acompanhar o mercado e as reservas.

A Opep+ aprovou neste domingo um novo aumento nas metas de produção de petróleo, elevando as cotas em 188 mil barris por dia a partir de julho de 2026. Sete países membros participaram da decisão: Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. A medida faz parte de um processo gradual de devolução dos cortes voluntários de 2023.

Apesar do aumento no papel, a oferta efetiva continua pressionada pela crise no Estreito de Ormuz e pela geopolítica na região. Fluxos reduzidos desde o início do conflito entre EUA e Irã elevam o risco de desabastecimento, limitando a capacidade de escoar o petróleo.

A produção média da Opep+ caiu para 33,19 milhões de barris por dia em abril, ante 42,77 milhões em fevereiro, segundo dados da própria Organização. A queda reflete principalmente restrições de exportação no Golfo e da logística de transporte.

Ormuz e a prática do aumento

O estreito segue como fator limitante, com fluxos reduzidos desde o início do conflito. Analistas ressaltam que o repasse de mais petróleo pode ter efeito limitado enquanto a logística não se normalize.

Saída dos Emirados e recalibração

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a Opep há meses, o que mudou o cálculo de aumentos mensais. Mesmo assim, a aliança afirma manter cautela e flexibilidade para elevar, pausar ou reverter cortes conforme o mercado exigir.

Compensação de volumes

Além do ajuste, o grupo confirmou que continuará compensando volumes produzidos acima dos limites desde janeiro de 2024. O prazo foi estendido até dezembro de 2026, para cumprir a Declaração de Cooperação.

Acompanhamento e próximos passos

O Comitê Monitor Ministerial Conjunto (JMMC) ficará responsável por acompanhar o cumprimento das metas e as condições do mercado. Reuniões mensais vão acompanhar cotas, compensações e reservas.

Perspectiva de preços

Os preços do petróleo ficaram acima de US$ 90 por barril, ainda próximos de patamar pré-guerra. Analistas seguem avaliando o impacto da reabertura de Ormuz e do aumento gradual das cotas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.

O próximo encontro oficial está marcado para 5 de julho de 2026. As informações são da Reuters e do Estadão Conteúdo.

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