- As companhias aéreas enfrentarão um gasto extra de US$ 100 bilhões com combustível de aviação neste ano, o que tende a elevar as tarifas para cobrir esse custo.
- Espera-se que o preço do combustível de jet seja aproximadamente 70% mais alto em 2026, levando o lucro global da indústria a cair pela metade, para US$ 23 bilhões.
- Voo de longo curso e passageiros de negócios devem sentir mais o impacto nos preços, enquanto tarifas de lazer de curto prazo podem subir mais tarde.
- Cerca de metade dos passageiros estaria disposto a pagar mais se os preços do petróleo acompanharem a inflação, o que aponta para um verão mais ativo no Norte.
- A União Europeia pode enfrentar atrasos com o sistema de entrada e saída (EES); as autoridades pedem revisão da legislação para manter flexibilidade, e há exceções como a Grécia não aplicar o sistema para cidadãos britânicos.
Airlines previstas enfrentar gasto extra de US$ 100 bilhões com combustível de aviação neste ano, o que deve impulsionar o preço de passagens. A projeção é alvo de debate durante a cúpula da Iata, em Rio de Janeiro, com executivos destacando que o petróleo mais caro torna inevitáveis reajustes.
Segundo a Iata, o preço do combustível pode ficar cerca de 70% mais alto em 2026. O efeito esperado é queda de cerca da metade dos lucros mundiais da indústria, que passaria de aproximadamente US$ 46 bilhões para US$ 23 bilhões. A perspectiva envolve margens ainda muito finas.
Willie Walsh, diretor-geral da Iata, afirmou que o aumento do custo do combustível deve se refletir nos preços das passagens, sem como evitar. Em palestra, ressaltou que o desafio envolve entender até quando passageiros e empresas tolerarão os custos adicionais de conectividade.
A cúpula também discutiu o impacto sobre diferentes perfis de voos. O chefe da British Airways indicou que voos de longa distância e classe executiva devem absorver maior parte da alta de tarifas, enquanto trechos curtos voltados ao lazer podem ser os menos sensíveis.
O relatório da Iata aponta que metade dos passageiros estaria disposta a pagar mais se os preços do petróleo subirem. Isso é visto como indicativo de demanda estável, ao menos no curto prazo, para o segmento norte de temporada.
Entre os desdobramentos, autoridades da Iata destacaram o aumento de viagens na Europa continental devido à incerteza em hubs no Golfo. O documento também alerta sobre o EES, sistema europeu de entrada e saída, que ainda pode complicar a passagem de viajantes neste verão.
Rafael Schvartsman, vice-presidente da Iata para a Europa, reforçou a necessidade de flexibilizar a implementação do EES além do prazo fixado, para evitar filas prolongadas na imigração. A discussão envolve ajustes regulatórios e operacionais para aeroportos.
O debate também abordou a reação de países, como a Grécia, que já sinalizou não aplicar verificações do EES para cidadãos britânicos. A Iata enfatizou que a decisão não pode ficar restrita a uma nacionalidade, já que envolve fluxos de várias regiões.
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