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Vale, B3 e Renner mantêm relatórios verdes após recuo da CVM

Mesmo com o recuo da CVM, Vale, B3 e Renner mantêm relatórios de sustentabilidade sob padrões IFRS S1/S2

Vale foi uma das primeiras empresas a publicar relatório de sustentabilidade no Brasil dentro dos padrões internacionais
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  • A CVM tornou voluntária a divulgação de informações financeiras sobre sustentabilidade para companhias abertas, com a Resolução CVM 244; quem optar por publicar deve seguir os padrões internacionais ISSB/CBPS (IFRS S1 e S2).
  • Vale, B3, Renner e Natura afirmam manter a adesão aos relatórios no formato IFRS S1/S2; Vale e Renner já haviam publicado para 2024/2025 sob esses padrões.
  • Irani, JHSF e C&A foram procuradas pela reportagem, mas não havia resposta até a publicação; Grendene não se manifestou.
  • Mercado reagiu com questionamentos sobre assimetria informacional; entidades como Ibracon, CFC e IBGC solicitaram reconsideração, enquanto Anbima, Febraban e ABDE apoiaram a divulgação de informações ESG.
  • A CVM afirma que a mudança aproxima o regime brasileiro do adotado por fundos de investimento e securitizadoras, mantendo estudo regulatório e acompanhamento contínuo.

A CVM revogou a obrigatoriedade de divulgação de informações financeiras sobre sustentabilidade para companhias abertas no Brasil. A mudança, anunciada via Resolução CVM 244, torna o reporte volun­tário a partir de 2027, mantendo padrões internacionais quando houver adesão.

Mesmo com a medida, Vale, B3, Renner e Natura informaram que manterão os reportes sob padrões IFRS S1 e S2, já adotados. Elas são parte de oito empresas que anunciaram adesão voluntária aos relatórios verdes, adotando o formato desde 2024/2025.

A mudança ocorreu em 29 de maio, com vigência para exercícios a partir de 2026. A regra anterior previa obrigatoriedade, após período de adoção voluntária, o que agora é suspendido. A empresa pode optar pelo modelo prático ou explique, justificando a não divulgação.

Entre os impactos, entidades de mercado expressaram preocupações sobre assimetria informacional com a adoção facultativa. Em contrapartida, entidades como Anbima, Febraban e ABDE manifestaram apoio à divulgação de informações ESG para riscos e estratégias de longo prazo.

Vale informou que já investiu R$ 7,4 bilhões em descarbonização desde 2020 e seguirá reportando voluntariamente pelo padrão ISSB. Renner afirmou manter transmissão de impactos financeiros de eventos climáticos. B3 reiterou o compromisso com IFRS S1 e S2.

A Natura indicou que publicará o primeiro relatório sob os padrões no segundo semestre. A Grendene não se manifestou sobre o tema, e Irani, JHSF e C&A ainda não responderam ao contato da reportagem.

A CVM reiterou que a mudança preserva alinhamento com ISSB/CBPS e permite adesão voluntária acompanhada de asseguração. Empresas que optarem por não publicar devem comunicar a decisão ao mercado em formato de prático ou explique.

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