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Avanços se encontram: o que importa é a integração além da tecnologia

A mudança é a capacidade de interpretar e agir com ambidestria: sustentar o presente e construir o futuro em um ecossistema tecnológico robusto

Em um ambiente mais complexo, empresas precisam sustentar eficiência no presente enquanto constroem o futuro — Foto: Getty Images
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  • A vantagem competitiva hoje depende da capacidade de interpretar o cenário tecnológico e agir com consistência, não apenas de ter acesso à melhor tecnologia.
  • A inteligência artificial passa a operar integrada a sistemas maiores, acelerando áreas como biotecnologia e facilitando a comunicação entre espécies, sem ser a protagonista.
  • A ambidestria é central: liderar com eficiência no presente while construir o futuro com intencionalidade, mantendo resultados e explorando novas avenidas de crescimento.
  • Empresas devem ampliar repertório e operar em múltiplas frentes ao mesmo tempo, evitando reduzir escopo diante de maior complexidade e variáveis.
  • Transformação também é individual: humanos expandem capacidades com sensores, interfaces e biotecnologia, enquanto a leitura de contexto humano continua essencial para identificar necessidades antes que se tornem evidentes.
  • Estanislau Bassols, CEO da Cielo, assina o artigo.

O bimestre recente mostrou uma mudança de foco no debate sobre tecnologia e negócios. O que antes era a corrida pela melhor solução, hoje é a capacidade de interpretar o cenário e agir com consistência. Quem comenta é Estanislau Bassols, CEO da Cielo.

Bassols aponta que a vantagem competitiva migrou. O acesso à tecnologia está disseminado, e a diferenciação ocorreu pela interpretação e pela execução. O ritmo das mudanças exige decisões rápidas e bem embasadas.

Ele reforça que a transformação não é apenas tecnológica, mas integrada a modelos de negócio, estruturas e pessoas. A visão é de que tecnologias convivem e se potencializam, influenciando resultados e estratégias.

Ambidestria na gestão

Liderar hoje envolve manter eficiência no presente e construir o futuro com intencionalidade. Do lado operacional, é preciso previsibilidade; do lado estratégico, abrir caminhos para novos formatos de crescimento.

O desafio não é reduzir escopo diante da complexidade crescente. Empresas bem-sucedidas ampliam repertório, elevam a leitura de sinais e operam várias frentes ao mesmo tempo, com domínio técnico.

Impacto humano e tecnológico

Os avanços expandem sentidos e capacidades humanas. Sensores, interfaces e biotecnologia redefinem limites do corpo e da mente, enquanto relações mediadas por telas crescem. A leitura de contexto torna-se essencial.

No plano macro, a lógica envolve consumo de energia, infraestrutura e camadas de tecnologia. Questões de poder e organização surgem à medida que sistemas se sobrepõem e se tornam mais complexos.

Perspectiva empresarial

Com acesso cada vez mais amplo à tecnologia, o diferencial passa pela interpretação de dados e contextos. A capacidade humana de conectar pontos, antever necessidades e manter empatia segue como fator decisivo.

A agenda corporativa, segundo Bassols, é sustentar operações eficientes e, ao mesmo tempo, explorar caminhos ainda não definidos. Sem esse duplo movimento, a liderança fica comprometida.

Estanislau Bassols é CEO da Cielo.

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