- Bitcoin operava em torno de US$ 63.700, com alta de cerca de 3% nesta segunda-feira (8), mas ainda acumula queda superior a 10% no mês.
- O otimismo com um possível acordo entre Estados Unidos, Israel e Irã ajudou ativos de risco, mas tensões no Oriente Médio continuam elevando a cautela.
- O payroll de maio mostrou 172 mil vagas criadas, reforçando a possibilidade de o Federal Reserve manter os juros elevados por mais tempo.
- ETFs de Ethereum registraram a quarta semana seguida de saídas líquidas, reforçando a pressão sobre o mercado de criptos.
- Analistas indicam que a correção vem se aprofundando devido a saídas de ETFs, menor alavancagem no mercado de derivativos e cenário macroeconômico mais restritivo, mas a tese de longo prazo permanece.
Bitcoin ensaia recuperação nesta segunda-feira (8) após perdas recentes, com queda mensal superior a 10%. Por volta das 11h30, a principal criptomoeda operava em torno de US$ 63.700, com ganho de cerca de 3% no dia, segundo dados da Coingecko.
Investidores citam expectativa de acordo entre EUA, Israel e Irã como suporte aos ativos de risco, mas o ambiente permanece desafiador. Dados de empregos nos EUA reforçam a percepção de juros elevados por mais tempo.
O relatório de payroll indicou criação de 172 mil vagas em maio, acima do esperado, fortalecendo o dólar e tornando títulos públicos mais atrativos. Isso tende a reduzir o apetite por ativos de maior risco, como criptomoedas.
Mercado e fatores macro
Para a Bitget, o Bitcoin passa por uma fase de correção mais profunda, influenciada por saídas líquidas de ETFs à vista e menor atuação de alavancagem nos derivativos. O cenário macroeconômico também pesa.
Analistas da Bitfinex sugerem que muitos investidores realizam ganhos ou reduzem posições, atrasando uma recuperação sustentada de curto prazo. A tese de longo prazo permanece, segundo as instituições, com maior participação de grandes investidores.
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