- No primeiro trimestre de 2026, o mercado de meios eletrônicos movimentou R$ 1,1 trilhão em 11,7 bilhões de transações, com o cartão de crédito em alta de 12,8% (R$ 810,2 bilhões), débito caindo 2,4% e pré-pago subindo 1% (R$ 94,5 bilhões).
- Os pagamentos por aproximação (NFC) cresceram 19,3%, atingindo R$ 504,8 bilhões e respondendo por 74,8% das transações presenciais.
- A Abecs projeta o setor superar R$ 5 trilhões em transações em 2026, destacando o Brasil como mercado financeiro digital dinâmico, com desafios em gestão de riscos.
- A taxa de chargeback no Brasil é em média 3,48%, acima do limite de monitoramento internacional, gerando custos operacionais, jurídicos, logísticos e reputacionais.
- Especialistas defendem automatização e o modelo Chargeback as a Service, para transformar perdas em vantagem competitiva por meio de gestão de risco integrada e uso de dados.
O setor de meios eletrônicos de pagamento mostrou continuidade de expansão no 1º trimestre de 2026, com R$ 1,1 trilhão em 11,7 bilhões de transações. Os cartões de crédito tiveram alta de 12,8% e o débito caiu 2,4%. O NFC cresceu 19,3%, atingindo R$ 504,8 bilhões.
O relatório da Abecs, divulgado em 11 de maio de 2026, confirma a expansão e aponta o crédito como principal motor. O débito recuou, e o pré-pago subiu 1%, chegando a R$ 94,5 bilhões. O movimento reforça a liderança dos pagamentos digitais.
A tendência de crescimento consolida o Brasil como mercado dinâmico, com mais transações presenciais por aproximação. Segundo a Abecs, o setor pode superar R$ 5 trilhões em 2026, elevando a relevância dos controles de risco.
Chargebacks e custos
A Clearly Payments aponta que a taxa de chargeback no Brasil fica em 3,48%, acima de limites internacionais. Além do estorno, há custos operacionais, jurídicos e de reputação que afetam rentabilidade.
Especialistas ressaltam que o chargeback deixa de ser apenas operacional. A automação emerge como caminho para reduzir perdas e aumentar a confiança entre emissores, adquirentes, bandeiras e lojistas.
Transformação tecnológica
Sérgio Coelho, da Kstack, afirma que o chargeback cresceu em importância estratégica. A automação facilita a gestão de disputas e a reversão de prejuízos, mantendo o fluxo de caixa estável.
Fábio Palmeira, ex-diretor de risco da Redecard, destaca uma transformação gradual na área. A gestão de chargebacks passa a integrar estratégias, com foco em eficiência e mitigação de fraudes.
Chargeback as a Service
Palmeira sustenta que o modelo de Chargeback as a Service evolui a gestão tradicional. A oferta integrada usa dados para reduzir perdas e melhorar a experiência do cliente, com impacto no risco.
Coelho reforça que o crescimento das transações exige processos automatizados. Indicadores de performance da rede de estabelecimentos ajudam a reduzir perdas operacionais.
Setor em expansão
Os números confirmam o dinamismo do setor, impulsionado por inovação. Iniciativas como KSK Exceptions Chargeback ilustram a evolução da contestação para estratégia de diferenciação e competitividade.
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