- Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, destacou no Web Summit Rio 2026 que a empresa vale cerca de US$ 22 bilhões (R$ 113 bilhões) e que a mudança cultural em relação a previsões já envolve o Brasil.
- A Kalshi permite negociar contratos baseados em eventos do mundo real, como eleições e clima, e foi apontada pelo Bank of America como a empresa de crescimento mais rápido fora de setores de IA.
- Lara afirmou que a educação regulatória é central para a operação global da Kalshi, incluindo no Brasil, onde o mercado de previsão ainda é proibido.
- Ela afirmou que não há prazo definido para a operação no Brasil e que a empresa pretende atuar junto ao governo para fazer isso da forma correta.
- A Kalshi, que tem 170 funcionários, planeja chegar a 500 em três anos, com hiring focado em engenharia, design, marketing, compliance e vigilância de mercado.
No Web Summit Rio 2026, Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, afirmou que o mercado de previsões tende a superar o de ações. A empresa está avaliada em cerca de US$ 22 bilhões (aprox. R$ 113 bilhões). O comentário ocorreu durante a abertura do evento, nesta segunda-feira (8/6), no Rio de Janeiro.
Lara relembrou a trajetória da Kalshi, que chegou a enfrentar anos sem produto por questões regulatórias. Ela atribuiu a superação das dificuldades ao otimismo brasileiro e à crença de que o modelo seria bem-sucedido, mesmo diante de recuos.
A executiva destacou que a Kalshi negocia contratos baseados em eventos reais, como eleições e fenômenos climáticos, e foi apontada pelo Bank of America como uma das empresas de crescimento mais rápido sem foco em IA. Ainda assim, o modelo atrai críticas por lembrar apostas.
Segundo Lara, há riscos intrínsecos à plataforma, já que usuários podem perder dinheiro. Ela defende que os mercados de previsão são mais intuitivos e seguros que outras formas de especulação financeira, por envolver menos volatilidade de curto prazo.
A trajetória regulatória da Kalshi nos EUA envolveu educação de reguladores, imprensa e público ao longo de anos. A versão brasileira do mercado de previsão continua proibida, o que, segundo a cofundadora, exige esforços de educação para aprovação.
Lara não fixou prazo para operações no Brasil. Disse que a Kalshi quer chegar ao país em breve, trabalhando com o governo para cumprir os requisitos legais e regulatórios.
A Kalshi tem cerca de 170 funcionários, com uma estrutura enxuta e horizontal. A empresa adota a prática de ter apenas uma ponte entre a diretoria e o restante da equipe, segundo a própria cofundadora, que também informou que cada engenheiro trabalha com cerca de 20 agentes de IA para ampliar a eficiência.
A meta é alcançar 500 funcionários em três anos, com contratações concentradas em engenharia, design, marketing, compliance e vigilância de mercado. A cobertura do Web Summit Rio 2026 é apresentada pelo Itaú.
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