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Dólar começa em leve queda enquanto mercado acompanha retomada de ataques entre Israel e Irã

Dólar abre em leve queda enquanto ataques entre Israel e Irã retornam, elevando o petróleo e mantendo pressão sobre a política monetária dos EUA

Vista aérea de terreno árido com várias crateras grandes e destroços espalhados. Marcas no solo indicam impacto e destruição recente.
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  • Dólar abriu em leve queda, caindo 0,24% e chegando a R$ 5,1433, com foco na retomada dos ataques entre Israel e Irã.
  • O preço do petróleo subiu mais de cinco por cento, diante do temor de interrupção no abastecimento global.
  • Nos EUA, foram criados 172 mil empregos no mês anterior, acima das projeções de 85 mil, reforçando expectativas de juros mais elevados pela política monetária.
  • A probabilidade de o Federal Reserve aumentar a taxa de juros em dezembro passou a 65%, frente a 48% antes dos dados de emprego.
  • O cenário geopolítico no Oriente Médio segue sem sinal de acordo, com consequências para mercados e comércio global.

O dólar abriu em leve queda nesta segunda-feira, refletindo a valorização de ativos globais e a cautela dos investidores. A atenção está voltada para a retomada dos ataques entre Israel e Irã, que interrompeu o cessar-fogo vigente desde 7 de abril.

A desvalorização da moeda norte-americana acompanha movimentos de outras praças financeiras internacionais. O comportamento ocorre em meio a temores sobre o fornecimento de petróleo, após o aumento recente dos ataques e a escalada do conflito no Oriente Médio.

Às 9h12, o dólar caía 0,24%, cotado a 5,1433 reais. Na sexta-feira, fechou em alta de 1,76%, a 5,155. A bolsa brasileira operava em queda, com o índice Ibovespa próximo de 169 mil pontos.

O movimento de câmbio também foi influenciado por números de empregos nos EUA. O Departamento do Trabalho informou a criação de 172 mil postos no mês, acima das expectativas. O dado reforça a percepção de tráfego de juros mais elevados por mais tempo.

Essa visão elevou os rendimentos das Treasuries e aguçou o debate sobre o caminho do Federal Reserve. O mercado de juros futuros apontou probabilidade de alta de taxa para dezembro, próxima a 65%, ante cerca de 48% anteriormente.

Analistas destacam o efeito de política monetária sobre ativos globais. Mesmo com sinalizações de crescimento, o mercado teme inflação pressionada pela energia, agravada pela guerra no Oriente Médio, que afeta cadeia de suprimentos.

A próxima reunião do Fed está prevista para 16 e 17 de junho. O foco será a decisão sobre juros, já que o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, assumirá o comando. A inflação, medida pelo índice PCE, subiu 3,8% nos 12 meses até abril.

No cenário internacional, o desgaste diplomático persiste entre EUA, Irã e Israel. O Hezbollah, com apoio iraniano, rejeitou novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel indicou que não retiraria tropas. Tais decisões complicam negociações.

Observadores apontam que a tensão contínua pode manter o petróleo em volatilidade e sustentar pressões sobre o trânsito de mercadorias pela região do estreito de Hormuz, essencial para o abastecimento global de energia.

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