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Lula oferece crédito para moto a entregadores jovens

Move Motos mira entregadores jovens do Sudeste com crédito para moto, buscando ampliar apoio entre grupo majoritariamente masculino

O perfil dos entregadores de aplicativos se aproxima de segmentos do eleitorado em que Lula tem desempenho inferior à média
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  • Governo prepara a linha de crédito subsidiada Move Motos para compra de motocicletas por entregadores de aplicativos, com orçamento menor que o Move Brasil e juros/prazos ainda a definir; anúncio previsto até 4 de julho.
  • A medida mira um grupo jovem, majoritariamente masculino e concentrado no Sudeste, buscando reduzir resistência ao governo entre esses entregadores.
  • Segundo o IBGE, 485 mil pessoas trabalhavam em plataformas em 2024, sendo 274 mil entregadores; o perfil é majoritariamente masculino, no Sudeste, com 25 a 39 anos e ensino médio completo ou incompleto.
  • Pesquisa PoderData mostra desaprovação maior entre homens (53%) do que mulheres (45%), e no Sudeste há maior rejeição (50%) em relação a Lula, com variações também por educação e faixa etária.
  • Dados do iFood indicam 500 mil entregadores ativos em novembro de 2025; o Banco Central aponta 2,1 milhões de trabalhadores por apps no 2º trimestre de 2025; governo avalia uso de mecanismos para reduzir risco de inadimplência e possível retenção de parcelas pelas plataformas.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma linha de crédito subsidiada para compra de motocicletas por entregadores de apps. O programa, chamado Move Motos, integra a estratégia de aproximação com trabalhadores jovens, majoritariamente homens, concentrados no Sudeste.

A medida surge após o lançamento da 2ª fase do Move Brasil, com 21,2 bilhões de reais para renovação de frota de caminhões e ônibus. A equipe econômica deve apresentar o Move Motos até o fim de junho de 2026.

A ministra Miriam Belchior confirmou o projeto em 3 de junho, em reunião ministerial. A linha de crédito busca substituir a regulação trabalhista rígida por financiamento direto aos profissionais.

O que muda na relação com os entregadores

O governo muda a estratégia ao oferecer financiamento para o principal instrumento de trabalho da categoria. A proposta evita novas obrigações pela CLT e foca na aquisição de motos.

A ideia é estimular a renovação da frota entre entregadores, com juros e prazos ainda não definidos. O orçamento será inferior aos R$ 30 bilhões reservados a carros de motoristas de aplicativo.

Perfil do público-alvo

Segundo o IBGE, 485 mil pessoas trabalhavam com apps em 2024, dos quais 274 mil eram entregadores. O grupo é majoritariamente masculino e concentrado no Sudeste.

Entre ocupados por plataformas, 83,9% eram homens; 53,7% estavam no Sudeste; 47,3% tinham de 25 a 39 anos; 59,3% tinham ensino médio completo ou incompleto.

Dados de aprovação e cenário eleitoral

Pesquisa PoderData de maio de 2026 indica desaprovação maior entre homens (53%) do que entre mulheres (45%). No Sudeste, 50% desaprovavam Lula; 43% aprovavam. Entre quem tem ensino médio, 51% desaprovavam.

Entre 25 e 44 anos, a desaprovação chegou a 49% frente a 44% de aprovação. O levantamento analisa o desempenho de Lula em grupos próximos ao núcleo do eleitorado do IBGE.

Dimensão e expectativa do Move Motos

O iFood reportou 500 mil entregadores ativos em nov/2025; em 2024 eram 360 mil. O Banco Central aponta crescimento de trabalhadores por apps de 770 mil em 2015 para 2,1 milhões no 2º trimestre de 2025.

A proposta do Move Motos visa ampliar o alcance do programa, visando reduzir resistência do grupo à formalização e ampliar a renda através da aquisição de motos.

Aspectos operacionais e riscos

A Fazenda avalia o tamanho do fundo e o papel do FGOO para mitigar calotes, dada a informalidade elevada. Plataformas como iFood e Rappi estudam manter parcelas retidas nos repasses aos entregadores.

A expectativa é finalizar o desenho da linha de crédito antes de 4 de julho, com definição de teto, condições e mecanismos de garantia. A medida depende de aprovação e regulamentação futuras.

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