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Mercado eleva projeções de inflação para 2026 e 2027 e mantém juros altos

Mercado eleva projeções do IPCA para 2026 e 2027, reforçando juros mais altos por mais tempo; 2028 tem leve melhora, mas inflação permanece resistente

Imagem: Freepik
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  • O mercado elevou as projeções de inflação para 2026 e 2027 no Boletim Focus, mantendo a sensação de juros altos por mais tempo.
  • As estimativas para 2028 tiveram leve melhora, interrompendo uma sequência de deterioração recente.
  • As expectativas para a taxa Selic também subiram para 2026 e 2027, sugerindo que a inflação pode demorar a convergir para a meta.
  • Economista Leonardo Costa, da ASA, relaciona a melhora de 2028 à possibilidade de manter os juros em níveis elevados por mais tempo.
  • Mesmo com alívio dos combustíveis, o componente de serviços e bens industrializados segue pressionando o IPCA, mantendo o cenário inflacionário desafiador.

O mercado voltou a elevar as expectativas de inflação para 2026 e 2027, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil. O Boletim Focus desta semana trouxe revisões para cima do IPCA nos dois anos. A projeção para 2028, porém, teve leve melhora.

As perspectivas para a taxa Selic também passaram a indicar juros mais altos em 2026 e 2027, sinalizando que o processo de convergência da inflação para a meta pode demorar mais do que o esperado. O cenário de juros altos ganha cada vez mais espaço.

Pressão inflacionária continua no radar

Para o economista Leonardo Costa, do ASA, a leve melhora de 2028 pode refletir a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo, mantendo o aperto monetário necessário para controle da inflação.

Costa aponta que, mesmo com possível desaquecimento em maio, as revisões para 2026 e 2027 mantêm o desafio inflacionário, com respirar menos acelerado do IPCA no curto prazo. O mercado, então, ajusta expectativas para anos seguintes.

Combustíveis aliviam, mas serviços preocupam

O especialista destaca que o IPCA de maio pode perder força após o choque recente no Oriente Médio, principalmente pela queda nos preços dos combustíveis.

No entanto, a composição da inflação permanece desfavorável, com pressões ainda presentes em serviços e bens industrializados, apoiando a visão de inflação resistente no médio prazo.

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