- O mercado já está apontando para o fim do ciclo de cortes da Selic, que está em 14,5%, mesmo com o BC ainda não interrompendo o trajeto.
- A expectativa é de que o Copom trate do tema na próxima reunião, caso o BC não tenha parado o ajuste já.
- A inflação voltou a ocupar o centro do debate, com pressões de El Niño, conflito no Oriente Médio e fatores domésticos como demanda aquecida, gastos públicos e desemprego baixo.
- O economista também alerta que a guerra deve continuar pressionando preços e, no Brasil, a combinação de demanda elevada e impulso fiscal dificulta uma redução sustentável.
- O mercado passa a enxergar o espaço para reduzir juros perto de terminar, com a inflação voltando a ser preocupação macroeconômica principal.
O mercado projeta que o ciclo de cortes da taxa Selic pode chegar ao fim em breve. Economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, avalia que o BC está próximo de interromper o aperto monetário, mesmo com a taxa atual em 14,5%.
Para Igliori, a piora da inflação e a dificuldade de reduzir juros devem entrar na comunicação do Copom já na próxima reunião, abrindo espaço para discutir quando o ciclo chega ao fim. O cenário não aponta queda imediata.
Ele aponta ainda fatores que elevam a inflação: El Niño, conflitos internacionais com impacto no petróleo, além de demanda aquecida, gastos públicos e desemprego baixo no Brasil. Segundo ele, isso reduz o espaço para cortes contínuos.
Igliori também destaca que o conflito no Oriente Médio tende a sustentar aumentos de preços, pressionando a inflação, enquanto a ociosidade da economia doméstica permanece baixa, dificultando uma recuperação de inflação mais rápida.
O economista resume que o mercado enxerga o fim dos cortes mais perto, refletindo a inflação como a principal preocupação macroeconômica. A leitura é de que o espaço para reduzir juros tende a se estreitar nos próximos meses.
Contexto econômico e decisões futuras
O programa Mercado Aberto, da Globo UOL, vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, com apresentação de Amanda Klein, antecipando movimentos relevantes do mercado financeiro. A próxima reunião do Copom é decisiva para confirmar ou ajustar esse cenário.
- O que está em jogo: definição sobre o momento exato de parar os cortes e como a inflação será tratada na comunicação oficial.
- Quem analisa: Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, com base em dados recentes de inflação, demanda e despesas públicas.
- Quando e onde acompanhar: próximos desdobramentos serão veiculados no Mercado Aberto e nos canais do UOL.
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