- A Ingredion anunciou a aquisição da Tate & Lyle por £ 2,7 bilhões (US$ 3,6 bilhões), oferecendo 595 pence por ação, com até 20 pence por ação em dividendos.
- O acordo prevê a saída da Tate & Lyle da bolsa de Londres, com o preço incluindo um prêmio de quase 60% frente ao valor anterior à divulgação.
- As ações da Tate & Lyle subiram até 14% na segunda-feira, mas ainda operavam abaixo do preço da oferta.
- Analistas apontam possíveis questões regulatórias, incluindo antitruste, especialmente envolvendo unidades de amido modificado.
- O JPMorgan Chase assessora a Ingredion; a Tate & Lyle trabalha com Goldman Sachs, unidade Greenhill do Mizuho, Citigroup e Bank of America.
A Ingredion concordou em comprar a Tate & Lyle por £ 2,7 bilhões (US$ 3,6 bilhões). A oferta é de 595 pence por ação em dinheiro, com até 20 pence adicionais por ação em dividendos aos acionistas. A transação pode levar a Tate & Lyle a deixar de ser negociada na Bolsa de Londres.
Segundo a Bloomberg, a proposta representa um prêmio de quase 60% sobre o preço das ações da Tate & Lyle antes da divulgação da oferta. As ações da Tate & Lyle chegaram a subir até 14% na B3 de Londres, atingindo 560 pence, a maior alta desde maio.
A Tate & Lyle, com origem no setor açucareiro, foca hoje em substitutos do açúcar, fibras dietéticas e ingredientes para alimentos saudáveis. A Ingredion é líder de mercado em amidos modificados e aditivos, com atuação global e quase 12 mil funcionários.
Implicações e desdobramentos
Analistas ressaltam que a aprovação regulatória pode enfrentar escrutínio, especialmente nos EUA, devido a ativos de amido modificado no portfólio das empresas. A operação é parte de um movimento de consolidação no setor de ingredientes alimentares.
O acordo envolve assessoria de importantes bancos: JPMorgan Chase para a Ingredion, e Goldman Sachs, Greenhill (Mizuho), Citigroup e Bank of America para a Tate & Lyle. A conclusão depende de aprovações regulatórias e do fechamento de tramitações administrativas.
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