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Tim Cook encerra última WWDC como CEO da Apple e relembra trajetória

Tim Cook encerra sua era como CEO na última WWDC; John Ternus assume como substituto, fechando quinze anos de gestão e um legado misto

Tim Cook encerra última WWDC como CEO da Apple; relembre a trajetória
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  • Tim Cook encerra sua última WWDC como CEO da Apple em 2026 e assume o cargo de presidente executivo do conselho; John Ternus já foi apontado como seu substituto.
  • A abertura da WWDC 2026 teve tom de despedida, com Cook divulgando um vídeo de bom dia produzido com participação de celebridades.
  • Cook chegou à Apple em 1998, tornou-se CEO em 24 de agosto de 2011 e ajudou a elevar o valor de mercado da empresa de US$ 350 bilhões para mais de US$ 4,6 trilhões.
  • Sob sua gestão, a empresa expandiu para serviços como Apple TV, Apple Music e iCloud, além de ser o primeiro gigante da Fortune 500 a se assumir homossexual publicamente.
  • Desafios incluíram atraso de mais de um ano na Siri AI, envolvimento político nos Estados Unidos e um Vision Pro menos bem recebido, enquanto produtos como Apple Watch, AirPods e iPhone 17 tiveram bom desempenho.

Tim Cook encerra a última WWDC como CEO da Apple. A conferência de abertura da WWDC 2026 abriu com anúncios da empresa, mas teve uma importância adicional: foi a última grande apresentação do executivo no cargo.

Cook deixará o posto em setembro deste ano e assumirá o papel de presidente executivo do conselho de administração. O nome do substituto já estava definido desde o anúncio: John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware.

Na abertura, Cook divulgou um vídeo no X com saudações de várias celebridades, repetindo a tradição de iniciar as lives com mensagens de bom dia. Ao final da apresentação, o CEO ressaltou o papel das ferramentas recém-lançadas e o potencial criativo dos usuários.

Trajetória de Tim Cook

Tim Cook ingressou na Apple em 1998 como vice-presidente sênior de operações globais, após passagem por IBM e Compaq. Formado em Engenharia de Produção, ele chegou a COO e tornou-se braço direito de Steve Jobs, que o contratou.

Desde 2009 participava ativamente das decisões, substituindo Jobs em licenças médicas. Em 24 de agosto de 2011 assumiu oficialmente a gestão como CEO, após o falecimento do cofundador.

Sob sua liderança, a Apple chegou ao valor de mercado de US$ 4,6 trilhões, ampliando significativamente a cotação da empresa desde 2018, quando atingiu pela primeira vez US$ 1 trilhão em valor de mercado. O lucro líquido do primeiro trimestre fiscal de 2026 ficou em US$ 42,1 bilhões.

Cook também direcionou a empresa para além de hardware, investindo em serviços como Apple TV, Apple Music e iCloud. Ainda teve destaque por ser o primeiro CEO de uma empresa da Fortune 500 a tornar pública sua identidade como homossexual.

Desafios e críticas

Entre acertos e dificuldades, Cook enfrentou críticas sobre a estratégia de IA, com a Apple atrasando avanços recentes em relação a rivais. O atraso da Siri AI e a percepção de atraso no ritmo de inovações foram citados como pontos de discussão.

O envolvimento do executivo com a política dos EUA gerou controvérsias, incluindo críticas públicas de figuras políticas. A empresa também recebeu questionamentos sobre produção local de dispositivos no país, embora não tenha utilizado tarifas anunciadas.

Legado e próximos passos

Entre realizações, destaca-se a expansão do portfólio para além de iPhones, com foco em wearables, serviços e plataformas, além do reposicionamento da marca no ecossistema digital. A transição para John Ternus marca continuidade técnica para a gestão da companhia.

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