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Como ações internas prejudicam o desempenho do agronegócio brasileiro

Dívida de agricultores gaúchos atinge 70 bilhões de reais, com enchentes, juros altos e falta de armazenamento elevando custos e risco de perdas

Lavoura de milho no Rio Grande do Sul. (Foto: Hugo Harada / Arquivo Gazeta do Povo)
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  • Em reunião no Senado com lideranças do Rio Grande do Sul, incluindo Osmar Terra e Zucco, o setor agro reclama de dívidas de agricultores gaúchos estimadas em 70 bilhões de reais.
  • O deputado Alceu Moreira disse que ambientalistas atrapalham a produção, citando resistência a hidrovia, ferrovias e uso de trilhos.
  • O setor aponta falta de armazenamento: 26% da safra poderia ser armazenada nas fazendas, aumentando risco de perdas quando o preço cai.
  • Juros elevados e custos de crédito são citados como entraves à atividade, com menção a juros de 15% e spread de 6%.
  • O texto ressalta o potencial do agronegócio no Brasil — com apenas uma fração do território disponível para agricultura, mas capacidade de alimentar quase 2 bilhões de pessoas.

O agronegócio brasileiro enfrenta dificuldades em meio a críticas políticas e a desafios estruturais. Em uma reunião realizada nesta quarta, o presidente do Senado recebeu lideranças gaúchas para discutir a situação do setor e as dificuldades enfrentadas pelos produtores.

Assunto de debate foi o endividamento dos agricultores do Rio Grande do Sul, estimado em cerca de 70 bilhões de reais, em parte por enchentes e juros elevados. Participaram deputados locais, entre eles Osmar Terra e Zucco, além de autoridades da região.

A conversa ocorreu no contexto de pressões sobre políticas públicas que afetam o setor, incluindo questões de infraestrutura e manejo de recursos, com foco na cadeia de produção, crédito rural e regras ambientais que impactam as operações.

Dívida e gargalos do setor

Alceu Moreira, presente na Comissão de Agricultura, destacou a falta de armazenamento adequado. Segundo ele, apenas 26% da safra tem potencial de ser estocada nas fazendas, frente a uma meta de dobra. O restante depende de caminhões e navios.

O parlamentar também citou dificuldades logísticas, como precariedade de ferrovias e dependência de portos, incidindo no custo de escoamento. Ele mencionou ainda riscos de pragas, como o javali, e impactos ambientais que afetam produtores.

Outro ponto citado foi a política de juros. Ele informou que a produção enfrenta juros de cerca de 15% ao ano e spreads próximos de 6%, elevando o custo financeiro para o produtor rural.

Contexto e perspectivas

O debate ressaltou o tamanho do território nacional e o papel do agro na economia. Em 8,5 milhões de km², o uso atual de áreas destinadas à agricultura é limitado, com potencial ainda maior para atender demandas nacionais e internacionais.

A reunião teve como objetivo entender entraves e buscar caminhos para estimular o setor, com ênfase em infraestrutura, crédito e manejo sustentável. Não houve indicação de mudanças de políticas naquele momento.

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