- O Ibovespa subiu 0,7%, chegando a 169 mil pontos; na semana avanço de 0,5%, no mês acumula queda de 2,3% e, no ano, ganhos de 5,4%.
- A rotação de portfólios favoreceu ativos reais, com a fadiga das teses de IA e o vaivém entre EUA e Irã elevando a volatilidade.
- Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou, enquanto S&P 500 e Nasdaq caíram, após ajuste no setor de tecnologia e neste movimento de correção de chips de IA; o ETF de semicondutores fechou em queda de 1,6%.
- Dentre as novidades, a OpenAI apresentou pedido confidencial de abertura de capital e a SpaceX prepara a maior IPO da história dos EUA, estimada em valor de mercado de US$ 1,75 trilhão.
- O mercado passou a perseguir o chamado trade HALO (ações com alto ativo fixo e baixa obsolescência), em que o Brasil se beneficia por ter ativos ligados a commodities, energia e bancos e por possuir menor exposição geopolítica. A XP avalia que, quando o tema IA perder fôlego, o Brasil tende a atrair novamente capital estrangeiro.
O Ibovespa fechou em alta de 0,7%, aos 169 mil pontos, impulsionado pela rotação de investidores para ativos reais. A sessão ocorreu nesta terça-feira (9), em meio a dúvidas sobre teses de IA e ao vaivém entre EUA e Irã.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones avançou, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq registraram queda. O recuo de ações ligadas à IA pesou nos índices tecnológicos, após ganhos recentes em chips e semicondutores.
O giro de capitais apontou para uma fusão de fatores: demanda por ativos reais e a perda de fôlego de teses de IA. O ETF de semicondutores caiu mais de 3% na mínima do dia, encerrando com -1,6%.
No Brasil, o dólar ficou estável em 5,18 reais. Na semana, a moeda americana subiu 0,4%, e, no mês, avançou 2,7%. O desempenho local refletiu favorecimento a setores tradicionais.
Segundo analistas, o Brasil se beneficiou pela fadiga de fluxos globais em IA. O mercado local passou a atrair recursos de investidores buscando ativos ligados a commodities, bancos e energia.
A XP enfatiza que, quando o tema de IA perde fôlego, o Brasil tende a receber capital estrangeiro novamente. O cenário aponta para um retorno, não necessariamente imediato, do movimento HALO.
A narrativa HALO descreve investimentos em ativos com baixo risco de obsolescência e forte exposição a commodities. Em meio a megafusões e IPOs nos EUA, esse perfil favorece ações brasileiras de valor e crescimento cíclico.
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