- A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática realizou audiência pública sobre o PL 3.018/2024 para estabelecer regras de funcionamento de data centers usados por inteligência artificial.
- O debate apontou o potencial do Brasil para atrair investimentos em data centers, desde que haja medidas de eficiência energética, sustentabilidade ambiental, segurança digital e desenvolvimento tecnológico nacional.
- O projeto é de autoria do senador Styvenson Valentim e tem Vanderlan Cardoso como relator; ainda haverá pelo menos mais duas audiências antes do relatório.
- Representantes do MCTI, Anatel, MF e da indústria defenderam soberania digital, redução da dependência externa e fortalecimento da capacidade nacional de processamento e armazenamento.
- O BNDES e a Nvidia destacaram data centers como infraestrutura crítica para a economia digital e inovação, com ênfase em baixo impacto ambiental e aplicações em diversas áreas.
A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) promoveu uma audiência pública nesta terça-feira (9) para debater o PL 3.018/2024, que estabelece regras para data centers usados por sistemas de IA. O objetivo é entender impactos, custos e benefícios da atividade no país.
Representantes do governo, indústria, agências reguladoras e pesquisa discutiram o potencial brasileiro de atrair investimentos em data centers. Também destacaram a necessidade de acompanhar o crescimento com medidas de eficiência energética, sustentabilidade, segurança digital e capacitação tecnológica.
O relator do projeto, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), ressaltou que data centers sustentam a transformação digital e a soberania nacional. Ele informou que o tema pode retornar a pelo menos mais duas audiências antes da apresentação do relatório. O projeto é de Styvenson Valentim (Podemos-RN).
Soberania digital
Hamilton Mendes da Silva, pelo MCTI, defendeu contrapartidas econômicas, tecnológicas e sociais para qualquer incentivo a data centers. A ideia é aproveitar investimentos para fortalecer ciência, tecnologia e inovação, formando mão de obra qualificada e reduzindo dependências.
Nilo Pasquali, da Anatel, enfatizou a necessidade de reduzir a dependência externa em infraestrutura digital. Atração de investimentos deve ampliar a capacidade de processamento e armazenamento no país, com descentralização que melhora conectividade e velocidade.
Desenvolvimento econômico
Carlos Omildo dos Santos Colombo, da Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda, vê os data centers como motor de crescimento, aliado à transformação digital e à sustentabilidade. Ele aponta matriz elétrica renovável e condições econômicas como atrativos para o investimento.
Inácio Calache Cozendey, da CNI, destacou que data centers integram cadeia produtiva de energia, refrigeração, infraestrutura e semicondutores. O fortalecimento do setor pode ampliar a produtividade e a indústria nacional.
Infraestrutura crítica
Marconi Edson Ferreira Viana, do BNDES, afirmou que IA generativa redefine cadeias produtivas e negócios. Os data centers compõem infraestrutura crítica para o ciclo tecnológico. O Brasil pode aproveitar a combinação de digitalização com sustentabilidade para competir.
Marcelo Sampaio, da Nvidia, afirmou que a IA transforma a economia global e torna os data centers estratégicos para pesquisa e inovação. Ampliação da capacidade computacional incentivará aplicações em saúde, indústria e clima.
No encerramento, ficou consenso de que o Brasil tem condições de atrair investimentos em data centers, desde que haja políticas de inovação, sustentabilidade, segurança digital e desenvolvimento tecnológico nacional.
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