- Em abril, brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões esquecidos no sistema financeiro, conforme o Banco Central, totalizando R$ 15 bilhões devolvidos pelo SVR até agora.
- Ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque em abril; parte foi transferida para o programa Desenrola Brasil 2.0, com R$ 5,7 bilhões encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO).
- Os valores transferidos ao FGO podem ser contestados; após publicação de edital, os titulares terão 30 dias para solicitar a devolução. Caso não haja contestação, o dinheiro vai para o FGO.
- O SVR permite consultar, sem login, se pessoas físicas, jurídicas ou falecidas têm valores. Quem encontrar, precisa fazer login com Gov.br (níveis prata ou ouro) e confirmar dados.
- Resgate pode ocorrer de três formas: contato direto com a instituição, solicitação pelo SVR ou via resgate automático (exclusivo para pessoas físicas com chave Pix do tipo CPF).
O Banco Central divulgou que, em abril deste ano, brasileiros sacaram R$ 482,8 milhões de valores esquecidos no sistema financeiro. No total, o SVR já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários. Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque.
No mês passado, parte desses recursos foi transferida para o programa Desenrola Brasil 2.0. O Ministério da Fazenda informou que R$ 5,7 bilhões foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), para garantia de renegociação de dívidas contra a inadimplência.
Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados. Um edital de chamamento público deverá regulamentar a contestação e a devolução dos recursos. Após a publicação, haverá prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos.
O SVR é um serviço do BC que permite consultar se há dinheiro esquecido em bancos, cooperativas, corretoras ou financeiras. A consulta não requer login, basta CPF ou CNPJ e dados da empresa, com possibilidade de login Gov.br para maiores detalhes.
Como resgatar
Há três formas de resgate: direto com a instituição responsável, pelo próprio SVR ou pela solicitação automática de resgate. A ferramenta automática dispensa consultas periódicas, desde que o titular tenha chave Pix do tipo CPF. A adesão é facultativa.
Caso haja crédito, o valor é depositado na conta indicada pela instituição. O resgate automático é exclusivo para pessoas físicas e depende de confirmação no sistema. A consulta exige login Gov.br, níveis prata ou ouro, e verificação em duas etapas.
Origem dos valores
Os valores esquecidos derivam de contas encerradas, poupanças fechadas, cotas de cooperativas, recursos não procurados de consórcios, tarifas cobradas indevidamente, cobranças indevidas de operações de crédito, contas de pagamento encerradas e outros recursos devolvidos.
Beneficiários e distribuição
Até o fim de abril, 41.465.905 correntistas haviam resgatado valores, sendo 36.955.690 pessoas físicas e 4.510.215 jurídicas. Deixaram de sacar 50.333.796 correntistas, com 45.323.751 físicas e 5.010.045 jurídicas.
A maior parte dos valores é de quantias pequenas. Até R$ 10 concentram 64,57% dos beneficiários; de R$ 10,01 a R$ 100 somam 23,42%. Entre R$ 100,01 e R$ 1 mil chegam a 9,91%. Valores acima de R$ 1 mil alcançam 2,1%.
Golpes e segurança
O Banco Central alerta sobre golpes que prometem intermediar resgates. Serviços do SVR são gratuitos e não há envio de links nem contatos para confirmar dados. Não são solicitadas senhas ou dados sensíveis.
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