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Crimes organizados lucram mais com fraudes em combustíveis do que com tráfico

Crime organizado lucra mais com fraudes em combustíveis do que com tráfico, com 435 milhões de litros de metanol importados e lucro superior a R$ 1 bilhão

Crime organizado tem lucrado mais com fraudes em combustíveis do que com tráfico, diz estudo
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  • O crime organizado passa a faturar mais com fraudes no setor de combustíveis do que com o tráfico de drogas, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
  • Entre os últimos três anos, facções importaram 435 milhões de litros de metanol para adulterar a gasolina vendida nas bombas.
  • A mistura corrosiva gerou lucro de mais de R$ 1 bilhão para as organizações criminosas.
  • Especialistas destacam impactos na segurança dos consumidores e em manutenções de veículos, além da prática de fraude tributária.
  • Autoridades ressaltam a necessidade de fiscalização contínua e de mapear novos pontos de atuação do crime organizado.

O crime organizado passou a faturar mais com fraudes no setor de combustíveis do que com o tráfico de drogas, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Nos últimos três anos, foram importados 435 milhões de litros de metanol para adulterar gasolina vendida nas bombas, gerando lucro superior a R$ 1 bilhão.

A adulteração da gasolina, que pode causar danos aos veículos, eleva o custo de manutenção para o consumidor e altera a tributação do combustível. Especialistas ressaltam a necessidade de fiscalização contínua e de mapear novas rotas utilizadas pelo crime organizado para fraudes mais complexas.

Fatos-chave

A expansão do faturamento com fraudes operacionais, que envolvem adulteração de qualidade e quantidade do combustível, quase dobrou nos três últimos anos, segundo o estudo.

A Operação Carbono Oculto, realizada há dez meses, revelou o uso de fintechs e fundos de investimento para ocultar recursos e lavagem de dinheiro ligados aos esquemas.

A Superintendente da Receita Federal, Márcia Meng, aponta que a organização criminosa mantém atuação contínua e tende a se internacionalizar, migrando para novos mercados conforme o combate às fraudes avança.

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