- Dólar abriu em baixa, a 5,17 reais, após fechar ontem em 5,18 reais, maior cotação desde 30 de março.
- Mercado acompanha entrevista do ministro da Fazenda ao UOL, com foco nas perspectivas de política fiscal e juros.
- Ibovespa caiu 0,21%, para 168.668 pontos, após oito pregões de baixa nas últimas dez sessões.
- Mantida a ideia de manter a Selic, com mudanças nas apostas: expectativa de manutenção subiu para 60% e queda de 0,25 ponto caiu para 40%.
- No exterior, Brent opera abaixo, em torno de US$ 92,83 o barril; projeções indicam possíveis reaberturas estratégicas no petróleo caso acordos avancem.
O dólar abriu em baixa nesta terça-feira, cotado a cerca de R$ 5,17, após fechar no dia anterior na maior cotação desde 30 de março. A piora das projeções de inflação e o aumento das apostas de interrupção de cortes de juros pelo Banco Central guiaram a sessão, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, prestes a falar ao UOL.
O repique de ontem levou a moeda a R$ 5,18, alta de cerca de 5,5% desde o início do ciclo de valorização ante o real em 12 de maio. O movimento ocorreu após divulgação de notícias envolvendo o ambiente político e fiscal, com impacto perceptível nas expectativas de câmbio.
A agenda de hoje aponta para a entrevista de Durigan, marcada para as 11h no UOL News, sobre economia brasileira, negociações com os EUA e política fiscal. Acompanham o cenário os desdobramentos no Senado, onde o presidente do BRB participa de audiência para esclarecer operações entre bancos e instituições.
Tendências de juros e inflação
O mercado acompanha a possibilidade de manutenção da Selic pelo BC. A taxa está em 14,50% ao ano e a aposta de redução de 0,25 ponto percentual caiu, de 74% para 40%. Já a parcela que espera manutenção subiu de 24% para 60%.
A pesquisa Focus desta semana mostrou elevação na mediana das projeções de IPCA para o fim deste ano, de 5,09% para 5,11%. A estimativa para a Selic ao fim de 2024 também subiu, de 13,25% para 13,50%. Economistas destacam que pressões de demanda e inflação parecem mais relevantes do que fatores externos.
Situação externa
No front externo, o petróleo opera em queda, com o Brent em cerca de US$ 92,83 o barril, queda de 1,5%. Nos EUA, há sinalização de possível reabertura da navegação no Estreito de Hormuz caso haja acordo com o Irã, o que pode influenciar fluxos globais de petróleo.
A volatilidade no câmbio permanece condicionada a incertezas políticas, perspectivas de inflação e decisões de política monetária no Brasil e no exterior, com o Ibovespa registrando múltiplas sessões de queda e dependência de fluxos estrangeiros para recuperação.
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