- Dólar fechou estável em R$ 5,178, baixa de 0,04% em relação ao dia anterior.
- Ibovespa avançou 0,57%, aos 169.622 pontos, faltando cerca de 20 minutos para o fim do pregão.
- Preços do petróleo recuaram: Brent caiu 2,97% a US$ 91,45 o barril; WTI, 3,4% a US$ 88,20 o barril.
- Em entrevista ao UOL News, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Desenrola já renegociou mais de 6 milhões de dívidas e que subsídios a combustíveis são medidas para atenuar impactos da guerra, mas sem abrir mão da regra fiscal nem das metas.
- Copom pode manter a Selic em 14,50% ao ano na próxima reunião, com foco em inflação mais alta e desempenho da economia; Focus apontou IPCA de 5,11% e Selic de 13,50% ao fim deste ano.
O dólar encerrou o dia estável, em 5,178 reais, com leve recuo de 0,04% na sessão. A moeda chegou a sofrer variações ao longo do dia, mas fechou próxima da referência de ontem.
O Ibovespa avançou 0,57%, aos 169.622 pontos, em 20 minutos de pregão. A reação ocorre após oito quedas em dez sessões, com o índice já no cenário de recuperação parcial.
Ontem, o índice caiu 0,21%, para 168.668 pontos, marcando o menor nível desde 20 de janeiro. A oscilação acompanha uma queda acumulada de 15% desde o pico de 14 de abril.
Momento externo e políticas públicas
No exterior, o petróleo recuou: Brent caiu 2,97% para 91,45 dólares o barril; WTI, 3,4% a 88,20 dólares. A variação global influencia fluxos de recursos e perspectivas de juros locais.
Segundo autoridades, a possível reabertura de rotas estratégicas no Golfo poderia impactar o preço do petróleo, com consequências para inflação e política monetária. A região movimenta cerca de 20% do abastecimento mundial.
Mercado acompanha as falas do governo. Em entrevista ao UOL News, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou o Desenrola e subsídios a combustíveis como medidas para mitigar impactos da guerra, mantendo o compromisso com o teto de gastos.
Durigan reiterou que a regra fiscal será observada e que não serão criadas exceções para novas despesas. A fala reforça o tom de responsabilidade fiscal diante de pressões inflacionárias e de demanda.
Expectativas para o Copom
A atenção se volta ao Copom, que se reúne nos dias 16 e 17 de junho para decidir a Selic, hoje em 14,5% ao ano. A expectativa de corte de 0,25 ponto já não é predominante, com queda apontada por 40% do mercado, frente a 74% anteriormente.
Mant–er a Selic é visto por alguns analistas como cenário mais provável, dadas as pressões inflacionárias. O grupo que aposta na manutenção sobe para 60%, ante 24% antes da divulgação das pesquisas. As projeções seguem dependentes de dados de inflação.
A Focus semanal mostra ajustes nas expectativas: o IPCA projetado para o fim de 2026 manteve leve alta, enquanto a meta de inflação permanece desafiada. Economistas destacam que o cenário depende de demanda interna e de custos com energia.
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