- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser favorável ao fim da escala de trabalho 6 X 1.
- Ele disse que a mudança atinge trabalhadores de menor renda e grupos mais vulneráveis, ressaltando que cerca de setenta por cento dos trabalhadores formais já seguem a escala 5 X 2.
- Durigan afirmou que quem trabalha em 6 X 1 recebe salários mais baixos e tem condições de trabalho mais precárias, com predominância de negros e mulheres.
- Segundo o ministro, estudos sobre o tema foram realizados pela Fazenda em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério do Trabalho.
- Ele negou que o governo esteja avaliando desvincular aposentadorias e benefícios previdenciários do salário mínimo; não há essa agenda na equipe econômica.
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, que é favorável ao fim da escala de trabalho 6 X 1. A declaração ocorreu em entrevista ao UOL, com foco na possibilidade de mudanças na jornada de trabalho.
Durigan disse que a adoção da 6 X 1 atinge trabalhadores de menor renda e grupos vulneráveis. Ele destacou que a maior parte da economia já opera com a escala 5 X 2, estimando que cerca de 70% dos trabalhadores formais estão nesse regime.
Segundo o ministro, os trabalhadores sob 6 X 1 costumam ter remuneração menor e condições de trabalho precárias, incluindo maior concentração de pessoas negras e mulheres. Ele afirmou que a Fazenda, em parceria com o Ipea e o Ministério do Trabalho, realizou estudos sobre o tema.
Desvinculação de salário mínimo
Durigan negou que o governo avalie desvincular aposentadorias e benefícios previdenciários do salário mínimo. Ele afirmou categoricamente que essa proposta não faz parte da agenda econômica atual.
O ministro acrescentou que esse tema aparece com frequência em projeções do mercado financeiro, mas não integra o conjunto de medidas em análise pela equipe econômica. A fala visa esclarecer especulações sobre reajustes de benefícios da Previdência Social.
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