- O Citigroup afirma que as oscilações nos mercados de dívida dos EUA e da zona do euro costumam diminuir durante a Copa do Mundo, o torneio começa nesta semana.
- A recomendação é manter posição vendida na volatilidade da curva de yield no curto prazo, por meio de opções.
- Movimentos entre dois e dez anos da curva tendem a ser mais moderados do que o esperado para o próximo mês, segundo os estrategistas.
- A volatilidade costuma cair no verão no Hemisfério Norte, devido às férias e menor atividade de negociação, o que pode reduzir a liquidez.
- Mesmo com incertezas geopolíticas, o Citi espera volatilidade de curto prazo contida e aponta que a política gradual do Federal Reserve deve limitar oscilações.
O Citigroup aponta que a volatilidade dos títulos nos EUA e na zona do euro tende a cair durante a Copa do Mundo. Com as partidas começando nesta quinta, o banco reiterou a aposta de queda da volatilidade na curva de yields.
Segundo os estrategistas liderados por Mike Chang, os movimentos na porção de dois a dez anos da curva tendem a ser moderados, mais suaves do que o sinalizam os preços atuais de mercado. A leitura vale para o curto prazo.
A Copa do Mundo, disputada de 11 de junho a 19 de julho, pode reduzir ainda mais a liquidez, já que traders podem priorizar as partidas. O índice ICE BofA MOVE indica volatilidade mais baixa desde março, mantendo-se próximo de níveis vistos há um ano.
Contexto de volatilidade e estratégia
O Citi afirma que a variação de curto prazo nas taxas nos EUA e na Europa tende a permanecer contida mesmo com o avanço da competição. A recomendação é manter posição vendida em volatilidade da curva, por meio de opções, para capturar o ambiente de menor ruído.
Apesar de fatores como a inflação americana, a visão é de que a evolução gradual da política do Federal Reserve deve limitar oscilações. O relatório de inflação pode provocar movimentos pontuais, mas o cenário deve favorecer períodos de relativa tranquilidade no mercado.
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